Operação Lava Jato cumpre mandados contra ex-secretário de Transportes do Rio

Em mais uma ação no Rio de Janeiro, a Operação Lava Jato mira nesta segunda-feira (07) endereços ligados ao ex-deputado federal e ex-secretário estadual de Transportes do Rio de Janeiro, Júlio Lopes. Procuradoria Geral da República (PGR) já havia denunciado.

Hoje, os agentes da Delegacia contra a Corrupção e Crimes Financeiros estão cumprindo quatro mandados de busca e apreensão na operação ‘Fim do Túnel’. O nome faz alusão às investigações para apurar suposto esquema de pagamento de propina pela empresa responsável pelas obras da linha 4 do metrô do Rio. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Júlio Lopes recebeu R$ 6,5 milhões da Odebrecht em troca de facilitar a licitação e contratação da empresa.

O ex-secretário também é investigado por vantagem indevida da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), em 55 repasses entre 2010 e 2015, no valor total de R$ 7,6 milhões, em troca do ressarcimento às empresas de ônibus dos valores do Bilhete Único.

Ainda segundo o MPF, Lopes também recebeu três parcelas de R$ 250 mil para favorecer uma empresa em contratos no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedial (Into).

Júlio Lopes, que foi secretário de Transportes entre 2010 e 2014, sob o mandato de Sérgio Cabral, já havia sido denunciado pela PGR, que apontou existir elementos robustos que indicam um esquema de repasses para ele durante esse período, e também entre os anos de 2016 e 2017, quando foi deputado federal.

Entre os endereços visitados pela PF hoje, estão a casa e um escritório de advocacia de Lopes. O ex-secretário pode ter que responder por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.


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