Operação mira integrantes de quadrilha especializada em furto de petróleo

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), e a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD) deflagrou, nesta sexta-feira (04), a segunda e a terceira fase da Operação Sete Capitães, que tem por objetivo cumprir 14 mandados de prisão preventiva e busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa especializada em praticar crimes de furto de petróleo na Região Norte-Fluminense. A ação tem o apoio dos GAECOs de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Espírito Santo, e da Transpetro.

Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva e, até as 6h30, sete pessoas tinham sido presas, uma delas no Paraná.

A Operação Sete Capitães teve sua 1ª fase deflagrada em novembro de 2019, com o objetivo de cumprir oito mandados de prisão e busca e apreensão contra integrantes da mesma organização criminosa. Naquele momento já haviam sido identificados os líderes, executores e seguranças do grupo criminoso, inclusive um policial militar da ativa.

Em razão da continuidade da investigação, foram identificados novos integrantes da organização, dentre eles receptadores sediados em Rolândia (Paraná) e Vila Velha (Espírito Santo), e os responsáveis pelo transporte do petróleo furtado, domiciliados no Estado de São Paulo (nos municípios de Ourinhos e Iracemápolis), o que permitiu que o GAECO/MPRJ oferecesse duas novas denúncias ao Juízo da Vara Única da Comarca de Carapebus e Quissamã, onde já havia sido oferecida a primeira denúncia que culminou com a deflagração da primeira fase da operação.

Além de Paraná, São Paulo e Espírito Santo, também houve o cumprimento de mandados no interior do Estado do Rio de Janeiro (nos municípios de Rio Bonito, Carapebus e Quissamã) e em Além Paraíba (Minas Gerais), onde foi cumprido novo mandado de prisão do líder da organização, que já se encontrava preso nessa cidade.

Os denunciados irão responder pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado, receptação qualificada, uso de documento falso e comunicação falsa de crime.





*MPRJ