“Vacina estará disponível em janeiro”, afirma presidente do Instituto Butantan

Chegou a São Paulo, na manhã desta quinta-feira (03), uma carga com 600 litros de insumo para produção da Coronavac. A quantia será usada na produção de 1 milhão de doses da vacina contra a Covid-19, que pode começar a ser aplicada no estado em janeiro do ano que vem.

Segundo o secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, até a semana que vem todas essas doses iniciais, mais as 120 mil vindas no último dia 19, estarão prontas, envasadas e estocadas, à espera da liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O Instituto Butantan, que conduz os testes da fase 3 da vacina no Brasil e vai produzir a substância em São Paulo, informou que espera que a Coronavac esteja disponível já em janeiro e que seja incorporada ao plano de vacinação nacional. Segundo Dimas Covas, presidente do Butantan, o instituto não vai pedir a aprovação para uso emergencial à Anvisa, mas sim a solicitação de registro sanitário definitivo:

“Estamos muito próximos de que isso aconteça. O registro e a vacina estando disponíveis, nós temos que iniciar a vacinação. É tudo o que nós queremos” – defendeu.

Há duas semanas, os testes da fase 3 da Coronavac atingiram o número mínimo necessário de voluntários infectados com a Covid-19 para a análise de eficácia. Agora os responsáveis pelo estudo estão comparando quantas pessoas infectadas tomaram a vacina e quantas receberam o placebo. Se a diferença for significativa, a vacina terá mostrado sua eficácia.

46 milhões de doses até janeiro

Em pronunciamento na ocasião do recebimento das doses, o governador de São Paulo, João Dória, disse que chegarão insumos para produção de mais seis milhões de doses ainda no final de dezembro, além de mais 40 milhões até o dia 15 de janeiro, totalizando as mais de 46 milhões de doses acordadas com o laboratório chinês Sinovac.


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