Ministro informa que Brasil vai receber em janeiro primeiras 15 milhões de doses da vacina de Oxford

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, comunicou nesta quarta-feira (02) em audiência no Congresso Nacional, que o Brasil vai receber “entre janeiro e fevereiro” as primeiras 15 milhões de doses da vacina de Oxford. Ao todo, o laboratório AstraZeneca vai fornecer ao país 100 milhões de doses no primeiro semestre, e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai dobrar a quantia no segundo.

Segundo o ministro, o Brasil chegou a negociar com outros laboratórios, mas as quantidades oferecidas ao país têm sido “pífias”. Pazuello não chegou a citar nenhum nome, mas provavelmente está falando sobre os imunizantes da Pfizer e da Moderna, que, apesar de serem os primeiros com eficácia comprovada, já têm quase toda a produção acordada com os Estados Unidos e países da União Europeia.

A vacina da Universidade de Oxford demonstrou uma eficácia média de 70%, menor que as da Pfizer e Moderna, ambas superiores a 90%. Mas os especialistas afirmam que, ainda assim, o imunizante de Oxford é um ótimo produto para enfrentar a pandemia, com a diferença de que pode levar um pouco mais de tempo até que não precisemos tomar medidas como usar máscara ou manter o distanciamento.

O Brasil já tem acordo de compra de 100 milhões de doses da vacina, além da transferência de tecnologia para produção em solo nacional, que será feita na fábrica Bio-Manguinhos da Fiocruz. Serão disponibilizadas de 110 a 160 milhões de outras doses no segundo semestre de 2021. Mas a vacina de Oxford não será a única no Brasil.

Segundo o ministro Pazuello, o país deve receber ano que vem outras 42 milhões de doses do consórcio Covax, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Um dos fornecedores da iniciativa é a Moderna. Além dessas, a chinesa Sinovac tem acordo para fornecimento de 46 milhões da Coronavac e transferência de tecnologia para produção ao governo de São Paulo, por meio do Instituto Butantan.

Há ainda o acordo do governo do Paraná com o Fundo Soberano Russo, para entrega de doses e transferência de tecnologia de produção da vacina Sputnik V, do Instituto Gamaleya, da Rússia.