Rose Nascimento: excelência na adoração

O sobrenome Nascimento é praticamente selo de boa qualidade musical. E Rose Nascimento carrega em sua carreira esta “marca” que ela mesma ajudou a construir. Rose foi praticamente a primeira de sua família de 13 irmãos a iniciar o ministério de louvor. Prestes a completar 30 anos de carreira, Rose já tem 21 discos gravados e também é pastora. Ela auxilia seu marido, o Pr. João Azeredo, a pastorear a Igreja Evangélica Deus do Impossível, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Em 2018, Rose lançou o livro Páginas da Vida, que retrata uma autobiografia da cantora e serviu de inspiração para um EP com cinco canções.





Em 2020, você completa 30 anos de carreira? Que balanço você faz da sua trajetória?





Sim. Faço 30 anos de carreira e o que eu posso falar é que, graças a Deus, até aqui me ajudou o Senhor. Procuro fazer tudo com muita excelência para Deus, ganhar muitas almas, tudo o que o Senhor falou, Ele prometeu na minha vida. O balanço que eu faço é ser bem-sucedida na vida espiritual e que o mais importante é estar na presença de Deus, fazendo a vontade do meu Deus, fazendo tudo aquilo que Ele manda fazer, com consciência e com todo amor. Sou muito bem-sucedida, espiritualmente falando. Conservo minha vida intacta na presença de Deus. E as outras coisas ele vai acrescentando. Mas tudo isso eu vejo como fruto do que Deus sempre me prometeu. São 30 anos de carreira bem-sucedidos na presença do Senhor.





Quando e como percebeu que sua vocação era cantar, e cantar para Jesus?





Eu canto desde criança. Sempre cantei no coral da igreja, em grupos jovens, sem pretensão de gravar CD. Não tinha a intenção de ser uma cantora conhecida. Sempre fiz para o Senhor e de coração. Eu nem sei dizer quando eu percebi que tinha virado cantora. Eu sei que canto desde criança e sempre achei que Deus tinha uma obra na minha vida. Mas aquela vocação de sair para cantar eu nunca tive, essa vontade de ser uma cantora conhecida como eu sou hoje. Isso foi uma coisa que Deus fez comigo e foi fazendo. E, graças a Ele, estou aqui.





Louvar a Deus é um ministério e também uma profissão. Já precisou exercer outra atividade profissionalmente?





Com certeza o ministério é algo que vem do Deus Divino. É uma benção do Senhor e que nos traz assim um certo retorno. Eu não falo que é uma profissão; é o meu ministério e a Bíblia diz que o trabalhador é digno do seu salário. Deus tem me abençoado através do ministério de louvor. As igrejas com pérola me abençoam. Eu sou enfermeira formada, mas Deus não quis que eu exercesse essa profissão. Então fui me aprofundando no ministério da música e estou aqui até hoje para honra e glória do Senhor. E vou continuar, em nome de Jesus.





O sobrenome Nascimento já era conhecido no meio gospel quando você começou a cantar nas igrejas?





Não. Ninguém ainda conhecia a minha família no mundo gospel. Meu irmão, Mattos Nascimento, começou apenas 1 ano antes de mim. Então, ele também não era conhecido. Comecei do nada. O que Deus fez na minha vida foi tremendo. Eu recebi uma proposta para gravar e fui na cara e coragem, com muita fé em Deus. Ali, Deus foi soprando o meu nome e, graças a Ele, sou bastante conhecida para honra e glória do Senhor.





Fale um pouco sobre família e igreja. Como é sua rotina?





A minha família é a base de tudo. E a Bíblia diz que quando somos solteiros, cuidamos das coisas do Senhor. Mas quando somos casados, temos que cuidar primeiro da nossa casa. E isso, graças a Deus, eu sempre fiz. Sempre honrei a Deus primeiramente com a minha família, depois com a minha igreja e, graças a Ele, eu soube levar o meu ministério também cuidando da minha família. Eu sempre acreditei que a família é a base de tudo. E Deus me honrou. Tenho três filhos casados e também tenho netos. Graças a Deus, sei conciliar meu ministério, minha família, tenho a minha igreja, a igreja que o Senhor Jesus colocou em nossas mãos, na mão do meu esposo, para cuidarmos das ovelhas. Eu honro isso de todo o meu coração. Ainda sou ovelha de Cristo, gosto de participar dos cultos. Eu ainda me considero ovelha, eu quero me considerar isso até o fim da minha vida. Porque nós temos que obedecer primeiro os nossos pastores para depois sairmos cantando. E isso é muito importante. Deus me deu sabedoria para conciliar e fazer tudo conforme tem que ser feito. E eu sou muito bem-sucedida nisso, graças a Deus.