Depois de Criciúma, Cametá, no Pará, é atacada por quadrilha

A cidade de Cametá (PA), a 235 km de Belém, viveu uma madrugada de terror nesta quarta-feira (2), durante a ação de uma quadrilha para assaltar bancos. Um morador da cidade identificado como Alessandro de Jesus Lopes, feito refém, foi morto pelos assaltantes.

A ação tem características semelhantes à registrada em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, na madrugada de ontem, em que uma quadrilha também fez ataques pelo município para assaltar uma agência do Banco do Brasil, deixando um policial morto e um segurança ferido.

Assim como ocorreu em Criciúma, a quadrilha que atacou Cametá também usou reféns como escudos para se locomover pelas ruas da cidade. As pessoas foram capturadas em bares. Os criminosos atiraram para o alto durante mais de uma hora. O grupo usou armas de alto calibre e explosivos.

Um quartel da Polícia Militar (PM) foi atacado, impedindo a saída dos policiais. Esse método também foi utilizado pelos homens que espalharam terror em Criciúma e depois fugiram com uma quantia em dinheiro ainda não calculada pelas autoridades. 

Em Cametá, os bandidos deixaram a cidade por volta de 1h30. Segundo a PM, o grupo fugiu usando carros e barcos – a cidade fica às margens do Rio Tocantins. Ainda não se sabe o que foi levado, qual é o tamanho da quadrilha e se alguém foi detido.

Cametá é uma das 10 maiores cidades do Pará, com cerca de 136 mil habitantes, segundo o IBGE.

O governador Helder Barbalho (MDB) disse que acompanha o caso.

"Já estou em contato com a cúpula da segurança pública do Estado acompanhando as providências que estão sendo tomadas neste episódio, no município de Cametá. Não mediremos esforços para que o quanto antes seja retomada a tranquilidade e os criminosos sejam presos. Minha total solidariedade ao povo cametaense", escreveu governador.