Governador lamenta ação bem-sucedida do

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), lamentou que as autoridades federais ou estaduais não tivessem qualquer indício do assalto coordenado em Criciúma, na madrugada desta terça (1º). Todos os cerca de 30 criminosos envolvidos no roubo à Tesouraria Regional do Banco do Brasil de Criciúma conseguiram escapar.

A ação foi bem-sucedida para os marginais, essa é a verdade. Eles conseguiram o seu intento” – lamentou o governador. Cerca de 30 bandidos encapuzados sitiaram a cidade de Criciúma nesta madrugada e levaram uma grande quantia de dinheiro, ainda não calculada. Na ação os criminosos utilizaram armamento pesado e pelo menos 30 kg de explosivos.

Seis funcionários da prefeitura da cidade foram feitos reféns e usados para bloquear a rua próxima à principal agência atacada. Três deles tiveram que auxiliar o bando a carregar os malotes até os 10 carros de luxo usados na ação, encontrados abandonados pela manhã em um município vizinho. Nenhum dos autores foi preso até agora.

Um policial militar foi baleado no abdômen e encaminhado para um hospital na cidade, assim como um vigilante. A Polícia Militar (PM) acredita que dois criminosos também foram feridos durante a ação.  Quatro pessoas foram presas enquanto recolhiam cédulas que ficaram no chão após explosões nos caixas da agência, no valor de R$ 810 mil. A PM informou que eles não participaram da ação.

Novo Cangaço

A PM de Santa Catarina explicou que a modalidade do crime pode ser classificada como “Novo Cangaço”, por conta da ação coordenada do ataque em diferentes pontos da cidade:

"Uma quadrilha do crime organizado, que é especializada em assalto a banco. A gente chama de modalidade 'novo cangaço'. Eles fazem assaltos simultâneos, atacam quarteis, como atacaram no batalhão também" – informou o tente-coronel da PM, Cristian Dimitri Andrade.