Rússia inicia vacinação da população em geral e se junta à China

A Rússia anunciou nesta segunda-feira (30) que liberou o primeiro lote de sua vacina contra a Covid-19, Sputnik V, para aplicação em um hospital de Moscou. O país se junta à China e aos Emirados Árabes Unidos como primeiros a vacinar a população, ainda antes dos resultados finais dos testes.

A Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, demonstrou em análises preliminares uma eficácia de 95%. Os dados não foram publicados em revista científica e são provisórios, mas a vacina já está aprovada para uso no país desde agosto, quando se comprovou sua segurança. No último dia 27 os militares russos começaram a ser imunizados e, agora, o acesso será liberado à população geral.

A Rússia promete produzir 1 bilhão de doses até o fim do ano que vem e já tem acordo com o Paraná e princípio de acordo com a Bahia para venda e transferência de tecnologia para produção da Sputnik V. Ainda não se sabe, porém, quando será finalizado o estudo de eficácia do produto para que possa ser encaminhado à aprovação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Vacinação já acontece na China desde julho

Mesmo sem os resultados finais de eficácia das vacinas, a China já distribui em caráter emergencial quatro imunizantes desde julho no país. As primeiras usadas foram duas vacinas da Sinopharm, farmacêutica chinesa, que atenderam alguns profissionais de saúde e de áreas de muito contato, como alfândegas.

Também estão sendo distribuídas a Coronavac, que é testada no Brasil, aplicada em funcionários e familiares da desenvolvedora, Sinovac; e a vacina da farmacêutica CanSino, que está sendo aplicada em integrantes das Forças Armadas, em especial médicos e funcionários que atuam nas fronteiras da China.

Comunidade internacional preocupada

As aplicações nesses países começaram antes mesmo da conclusão dos estudos de eficácia das vacinas. Em todos os casos, ainda estão em andamento as fases 3 dos testes, última antes da aprovação. As vacinas foram aprovadas logo depois da conclusão em fase 2, que atesta apenas a segurança do produto, o que gerou preocupação na comunidade internacional. Os cientistas defendem maior transparência quanto aos dados e cautela no processo de vacinação.


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