Testemunha acusa Flordelis de realizar rituais de magia negra em casa: “não são evangélicos”

Em mais um relato da audiência da última sexta-feira (27) do processo que investiga o assassinato do pastor Anderson do Carmo, uma testemunha contou que a deputada federal Flordelis realizava rituais de magia negra em sua casa. Flordelis é ré, acusada de ser a mandante da morte do marido.

Segundo Regiane Ramos, os rituais eram restritos a alguns membros da família e aconteciam no quarto de orações da casa, em Niterói. A informação foi confirmada por Wagner de Andrade, conhecido como Misael, um dos filhos de Flordelis:

“Ela pegava nomes de pessoas que queria que se aproximassem da família e fazia a preparação. Tinha mel, açúcar e alguidar. Havia orações, pedidos para Deus, mas aquilo não era normal no meio evangélico” – contou Misael.

Regiane também defendeu que a família de Flordelis não fosse realmente evangélica:

“Só algumas pessoas podiam entrar nesses rituais. São (rituais) para acabar casamento, fazer as pessoas ficarem cada vez mais grudadas a ela. Eles não são evangélicos” – afirmou.

Uma outra testemunha já havia dito anteriormente que não acreditava que Flordelis fosse realmente evangélica, mas que tinha a impressão de que ela participava de uma seita que não tem em nada relação com o que está “escrito na Bíblia” e que seria usada para “manipular psicologicamente” as pessoas.

A audiência da última sexta foi para ouvir testemunhas de acusação no processo. Flordelis é acusada de mandar matar o marido, o pastor Anderson do Carmo. Dez pessoas estão presas por envolvimento no crime, incluindo sete filhos e um neto da deputada federal. Por ter imunidade parlamentar, Flordelis não pode ser presa.

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