Vacina da Moderna pode ter até 100% de eficácia contra Covid-19 grave e solicita aprovação nos EUA

A farmacêutica americana Moderna anunciou na noite passada (30) que já fez a solicitação ao FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) a autorização para uso emergencial de sua vacina no país. A segunda análise dos testes de fase 3 confirmaram eficácia superior a 94% e não apontaram grandes problemas de segurança. Se aprovada, a vacinação pode começar já no próximo dia 21.

Os EUA planejam começar a vacinar sua população antes mesmo do natal, e a vacina da Moderna é um ator importante desse objetivo. O FDA marcou para o dia 17 de dezembro a reunião do comitê que vai avaliar os dados dos estudos da farmacêutica que, se aprovado, pode já ser disponibilizado quatro dias depois.

A farmacêutica espera entregar por volta de 20 milhões de doses ao governo norte-americano ainda em 2020, o que seria suficiente para imunizar 10 milhões de pessoas.

Eficácia de 100% contra a Covid-19 grave

Os resultados do estudo de fase 3 foram divulgados ainda na tarde de ontem e trouxeram números animadores. Não só a vacina protegeu 94,1% dos vacinados contra a Covid-19, mas também nenhum voluntário que recebeu a substância desenvolveu sintomas graves de Covid. Isso sugere que mesmo os cerca de 6% que não são imunizados com a vacina podem ser protegidos contra a forma grave da doença.

O CEO da Moderna, Stéphane Bancel comemorou os números:

“Esta análise primária positiva confirma a capacidade da nossa vacina de prevenir a Covid-19 com 94,1% de eficácia e, mais importante, a capacidade de prevenir a Covid-19 grave. Acreditamos que nossa vacina fornecerá uma ferramenta nova e poderosa que pode mudar o curso desta pandemia e ajudar a prevenir doenças graves, hospitalizações e morte.”

Especialistas alertam que esse número de 100% de proteção contra a Covid grave ainda pode cair um pouco com um maior número de vacinados, mas apontam que ainda assim é uma ótima notícia. Resta saber, também, se a vacina impede a transmissão do vírus, o que teria papel fundamental no fim definitivo da pandemia.