Rússia começa a vacinar militares contra a Covid-19

A Rússia começou a vacinar seus militares contra o novo coronavírus. O imunizante desenvolvido pelo país e batizado de Sputnik 5 já foi aplicado em 2.500 militares, segundo o Ministério da Defesa. O número deve chegar a 80 mil até o final do ano. No total, mais de 400 mil soldados serão vacinados nesta campanha, lançada por determinação do presidente Vladimir Putin.

Na quarta-feira (25), o país havia anunciado que o imunizante, desenvolvido pelo Centro de Pesquisas Gamaleya, tem eficácia de mais de 95% após a aplicação da segunda dose. Esses são resultados preliminares obtidos com voluntários 42 dias após a aplicação da primeira dose e 21 dias após a segunda dose, indicam em um comunicado o centro Gamaleya, o ministério russo da Saúde e o fundo soberano russo envolvido no desenvolvimento da vacina. Os dados ainda não foram revisados e publicados por uma revista científica.

A Sputnik V está na fase 3 de testes, a última antes de ser aprovada para aplicação em massa. Participam dessa etapa do estudo 40 mil voluntários na Rússia, Bielorrússia, Emirados Árabes Unidos, Índia e Venezuela.

Vacina para outros países

Nesta sexta-feira (27), o ministro da Saúde da Rússia, Mikhail Murashko, afirmou que especialistas da França chegaram a Moscou para estudar a produção da Sputnik V. Além disso, o ministro da Saúde anunciou que a Rússia fechou acordos com a Índia e Coreia do Sul de transferência da tecnologia de produção da vacina russa.

A Rússia está negociando com a China e a Bielorrússia sobre a produção da vacina contra o coronavírus Sputnik V, segundo Murashko.