Pastor Silas Malafaia afirma que cometeram crime contra Sergio Moro O pastor Silas Malafaia, 60 anos, afirmou que o que fizeram contra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, foi crime. Ele se refere ao episódio do vazamento de supostas conversas entre Moro e procuradores públicos pelo site Intercept. Em entrevista ao jornal O Dia, o pastor questiona como é possível construir algo contra uma pessoa baseado em crime. Para Malafaia, as mensagens foram obtidas por meio de hackers e editadas. O pastor disse ainda que a prova de que Moro não está com a imagem desgatada são as manifestações nas ruas a favor do ministro.

O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo também comentou a intenção do presidente Jair Bolsonaro em indicar um ministro “terrivelmente evangélico” para o Supremo Tribunal Federal.
“Podem ser terrivelmente evangélicos, mas têm de ser terrivelmente preparados”, respondeu Silas.

Ele citou como bons nomes o ministro da Advocacia Geral da União, André Mendonça; o juiz federal Marcelo Bretas; Guilherme Schelb, procurador-geral da República e o juiz federal de Niterói, William Douglas.

“Todos estes são evangélicos. A questão não é ser evangélico ou não. Na Suprema Corte, tem gente católica, tem judeu. Ter um evangélico não é nada demais, não”, comentou.

Sobre a acusação de boa parte da imprensa sobre se o governo “afrouxou” obrigações fiscais para igrejas, Silas Malafaia foi enfático:

“As religiões têm uma coisa chamada imunidade tributária constitucional. Não está afrouxando porcaria nenhuma. Está cumprindo o que a constituição garante à igreja evangélica, à católica, a um centro espírita. Isso aí é todo um jogo para desgastar o presidente e também nos desgastar. A safadeza que foi feita contra as religiões a partir de 2015, no governo Dilma, que pôs um monte de pegadinha para tentar multar e arrancar dinheiro das instituições, que têm imunidade tributária. Não afrouxou patavina nenhuma para nada. É direito constitucional. O resto é conversa”, encerrou.