Nora afirma que Flordelis dizia que pastor Anderson morreria por

Nesta sexta-feira, em mais uma audiência do processo que vai julgar os acusados de envolvimento na morte do pastor Anderson do Carmo, Luana Rangel Pimenta, nora de Flordelis, afirmou que a sogra dizia que recebia mensagens divinas de que o pastor Anderson do Carmo morreria por atrapalhar a obra de Deus. A deputada federal é apontada como mandante do assassinato. As informações são d’O Dia.

Presente no fórum, Flordelis discordava com a cabeça. Luana reafirmou também que a deputada havia tentado matar Anderson por envenenamento:

"Um dia, eu e uns filhos fomos a um cinema na Barra. O Carlos (um dos filhos) disse: 'não toma nada que a Flor der para o Niel (apelido de Anderson). A Cris (outra filha) tomou um suco de laranja e ficou cinco dias internada'. Vi várias vezes ela colocando pozinho no suco do pastor. No último ano de vida, ele passava muito mal. Fazia reuniões com uma lixeira em cima da mesa para poder vomitar. Ela dizia que era para a ansiedade, fazia isso porque ele não queria tomar".

Segundo Luana, o choro de Flordelis pela morte do marido foi falso: "No hospital, ficamos atordoados. Eu fui dar assistência a Flor e vi que ela não estava chorando de verdade. Eu conheço quando ela está. Ela dizia: 'diz para mim que meu marido está vivo'. Os choros no enterro foram todos de mentira. Se choraram, foi de remorso", contou.

Luana também confirmou a versão de que Flordelis ordenou que o celular de Anderson fosse descartado no mar. Em um encontro após o assassinato, a deputada, desconfiada de que houvesse escutas em sua casa, teria escrito em um papel para os filhos: “ainda bem que nós quebramos o celular do Niel e jogamos no mar”.

Na sessão, que teve início às 9h, estão sendo ouvidas testemunhas de acusação. Flordelis chegou cedo, após ter chamada a atenção na última audiência por um atraso. A deputada chorou no momento em que os outros réus, incluindo sete filhos e uma neta, entraram no fórum.

Os acusados estão proibidos de se comunicar. Além dos sete filhos e neta de Flordelis, são réus um policial militar e sua esposa. Todos estão presos, exceto a deputada federal, que tem imunidade parlamentar.

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