Black Friday: como aproveitar descontos e se proteger de fraudes

“Black Friday” é o que você mais vai ouvir nesta sexta (27). Somente no Twitter, o termo já foi mencionado mais de 800 mil vezes até às 11h, sendo o assunto mais comentado do dia. A essa altura, todos já sabem que na Black Friday é possível encontrar produtos com ótimos descontos, outros nem tanto. Mas como surgiu esse evento?

A “Black Friday” é um termo em inglês para “sexta-feira negra”. O evento surgiu nos Estados Unidos e ocorre na última sexta-feira do mês de novembro, um dia depois do feriado do Dia de Ações de Graças, um dos mais importantes do país. Em sua origem, essa era a data em que os comércios do varejo americano “limpavam” seus estoques para se prepararem para o natal. Para isso, ofereciam descontos inimagináveis, que passavam de 70%, e levavam os consumidores a lotarem as lojas.

Em 2010 a data começou timidamente a ser adotada no Brasil, até chegar em 2020 consolidada como uma das principais do varejo no ano. Os descontos brasileiros nem sempre são equivalentes aos americanos, mas as ações de marketing cada vez mais ousadas tem surtido efeito no aumento de vendas da Black Friday no país, que podem movimentar até R$ 6,9 bilhões nesta edição, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Como aproveitar descontos 

Já virou piada a famosa “metade do dobro”, que é quando algumas lojas aumentam previamente os preços dos produtos para reduzirem na Black Friday, anunciando falsamente um grande desconto. Contra esse "jeitinho", a principal (e antiga) dica é não comprar por impulso e pesquisar em diversas lojas o valor do produto. Para quem vai comprar pela internet, a tarefa é ainda mais fácil.

Conhecidas como assistentes de compras, algumas ferramentas monitoram e registram os preços praticados pelas lojas durante todo o ano, garantindo que você saiba quanto o produto custava há uma semana ou há um mês. Dessa forma, fica mais difícil comprar pela metade do dobro.

Alguns bons exemplos são o Shoptagr e o Vigia de Preço. O Cuponomia permite que o consumidor encontre cupons de descontos em mais de 1,4 mil lojas cadastradas, enquanto o Mais Barato PROTESTE te mostra uma comparação de preços e taxas de frete de produtos em diversas lojas.

Aliás, fique atento às taxas de frete. Muitas vezes um produto aparece com um preço muito baixo, mas, em compensação, o valor de entrega é mais alto que o normal.

Como se proteger de fraudes online

Desconfie de promoções muito boas. É claro que a Black Friday deveria ser sinônimo de preços muito baixos, mas não é a nossa realidade. Por isso, procure comprar em lojas confiáveis, mas não abra links com promoções em redes sociais ou no WhatsApp, pois podem ser falsos. Vá direto aos sites dos comerciantes.

Antes de comprar, pesquise em um site de buscas, como o Google, sobre a reputação das lojas. Uma dica é digitar “nome da loja + Reclame Aqui”. O Reclame Aqui é um portal onde os próprios consumidores publicam reclamações sobre as lojas, que podem responder e tentar resolver o problema. Vale a pena consultar.

Por último, para quem compra online, uma necessidade inegociável é a de ter um antivírus instalado e ativo em seu dispositivo, seja no computador, tablet ou celular. Separe 20 minutos antes de comprar para pesquisar e instalar um. Existem ótimas opções com versões leves e gratuitas.

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