MPRJ e Defensoria cobram informações da Cedae sobre falhas de abastecimento d'água O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, expediu, nos últimos dias 17 e 25 deste mês, e em conjunto com a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, ofícios à Cedae, solicitando informações sobre o que chamou de “grave situação de ausência e falha nos serviços de água em várias localidades abastecidas pelo Sistema Guandu”, que atinge principalmente os bairros dos municípios de Nilópolis e Rio de Janeiro, que nos últimos dias estão sendo abastecidos com água com cor de barro e mau cheiro. O MPRJ considera o problema de extrema gravidade, por ocorrer em cenário de acentuação dos casos de Covid-19.

O Ministério Público pediu à Cedae que forneça, com urgência, as seguintes informações, com a adoção das medidas respectivas: quais foram e serão as providências conferidas pela companhia às questões narradas, especialmente em relação ao reparo das peças da Elevatória do Lameirão; que tais informações sejam imediatamente levadas à população diretamente afetada, com prazos de restabelecimento da água nas respectivas localidades. Nesta quinta-feira (26), foi realizada uma reunião emergencial com representantes da Companhia e do MPRJ e da DPERJ, bem como professores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal Fluminense (UFF). A Cedae se comprometeu a deliberar sobre as propostas e sugestões apresentadas pelos participantes do encontro, inclusive com a criação de um gabinete de crise para medidas emergenciais, e encaminhará resposta aos órgãos públicos o mais breve possível.

O objetivo da reunião foi entender melhor a extensão do problema e buscar formas de resolução célere, efetiva e consensual para a questão. Entre as principais demandas formuladas perante à Cedae, destacam-se a necessidade de se ter diagnóstico, contendo identificação georreferenciada das áreas sem abastecimento de água, especificando aquelas que serão abastecidas com caminhão-pipa ou equipamentos análogos (como caixas d’água ou cisternas coletivas); participação de especialistas de universidades e institutos no Gabinete de Crise criado e, a título de observador, das Instituições MPRJ e DPERJ; reforço no monitoramento da qualidade da água distribuída; transparência dos dados resultantes do referido monitoramento; Plano de Comunicação; Integração com as Vigilâncias Sanitárias do Estado e dos Municípios pertinentes; e elaboração e divulgação, com a maior brevidade possível, dos Planos de Contingência e Emergência, bem como de Segurança da Água.





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