Casal de lésbicas é condenado pelo assassinato cruel do menino Rhuan, em 2019

Um casal de lésbicas foi condenado nesta quinta-feira (26) pelo assassinato do menino Rhuan Maycon, de 9 anos, a uma pena de prisão que somada é de 129 anos. O Tribunal do Juri de Samambai/DF considerou as duas mulheres culpadas pelos crimes de homicídio qualificado, lesão corporal gravíssima, tortura, ocultação e distribuição de cadáver e fraude processual. Cabe recurso.

A mãe de Rhuan, Rosana Auri da Silva Candido pegou 65 anos de reclusão, com adição de 8 meses e 10 dias de detenção. Sua parceira, Kacyla Priscyla Santiago, foi condenada a 64 anos de reclusão mais 8 meses e 10 dias detenção.

Crime chocou o país em 2019

O assassinato do menino Rhuan Maycon, em junho de 2019, foi o estopim dos sofrimentos do garoto. Um ano antes de sua morte, as mulheres cortaram o pênis e os testículos do garoto, sem anestesia. As duas queriam transformar o garoto em menina, pois teriam aversão a homem.

No dia do crime, a dupla desferiu 12 facadas no corpo de Rhuan, degolaram o menino ainda vivo e esquartejaram o corpo. Elas ainda perfuraram os olhos e dissecaram a pele do rosto do garoto, antes de tentarem incinerar as partes do corpo em uma churrasqueira. Sem sucesso, elas colocaram os retos mortais da criança em uma mala e duas mochilas e as jogaram em um bueiro.

Rosana e Kacyla foram presas em flagrante em 1º de junho de 2019 após vizinhos terem desconfiado e acionado a polícia.

PL prevê tornar hediondo crime com motivação de ideologia de gênero

De autoria dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), Carla Zambelli (PSL/SP) e Bia Kicis (PSL/DF), o Projeto de Lei 3492/2019 prevê alteração de quatro artigos do Código Penal para inclusão como circunstância qualificadora o homicídio e lesão contra criança e adolescente, aumentando a pena de 30 para 50 anos; e imposição da motivação de ideologia de gênero como crime hediondo.

Segundo Eduardo Bolsonaro, “se aprovado, o PL 3492/19 inibiria crimes revoltantes como o do menino Rhuan Maycon.

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