Publicidade

Evangélicos evitam centenas de suicídios em ponte Um acampamento foi montado por um grupo de evangélicos na cabeceira da Ponte Newton Navarro, em Natal. Diariamente, eles se revezam para impedir que pessoas cometam suicídio. A ponte liga as regiões Leste e Norte da capital potiguar e passa por cima do encontro do Rio Potengi com o mar. A parte mais alta da estrutura tem 60 metros de distância até a água. Centenas de pessoas foram até a ponte para tentar suicídio somente neste ano. Os sentinelas, como são chamados os evangélicos que tentam impedir que pessoas se joguem da ponte, estão com binóculos e coletes, espalhados em pontos estratégicos.



O grupo é liderado pelo pastor Rubens Medeiros, de 45 anos, da Assembleia de Deus. De lá para cá, ele fixou acampamento na cabeceira da ponte e chamou a atenção de todo o país para um problema de saúde pública que tem sido negligenciado pelas autoridades.



Em 12 dias de vigília, os voluntários conseguiram impedir que 45 pessoas se matassem. Entre os voluntários, está um homem que, há 7 anos, pulou da ponte e sobreviveu. Hoje, Grégore atua no projeto como voluntário. Ele e os colegas dizem que só deixarão o acampamento depois que uma proteção for colocada na estrutura, para evitar que mais gente se jogue lá de cima.



O número alarmante de suicídios na Ponte Newton Navarro também motivou o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RN) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-RN) a se unirem em busca de uma solução técnica para o problema.



Os órgãos formularam um projeto, que tem custo estimado de quase R$ 2,69 milhões e consiste na instalação de placas de vidro laminado acima do parapeito e por toda a extensão da ponte. A medida, segundo os diretores do Crea, Ana Adalgisa Dias, e do CAU, Luciano Barros, conseguiria inibir os suicídios no local.