Empresa de ônibus envolvida em acidente que deixou mais de 40 mortos era clandestina

A empresa de ônibus Star Viagem e Turismo, que se envolveu em um acidente com mais de 40 mortos na manhã desta quarta-feira (25), em Taguaí (SP), não tinha autorização para operar, segundo informações da Agência de Transporte do Estado de São Paulo, a Artesp.

A empresa acumulava várias multas e era considerada clandestina pelo órgão fiscalizador. A empresa criada em 2016 e com sede em Taquarituba, não aparece no site da Artesp nem no da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O veículo envolvido no acidente, com placa DJC 8811, acumula 11 multas. Além disso, estava com IPVA, licenciamento e DPVAT atrasados, ou seja, não poderia estar em circulação. São mais de R$ 5 mil em débitos.



Em nota à imprensa, no entanto, a empresa negou irregularidades. "Toda a documentação relativa ao veículo envolvido no trágico acidente está em conformidade com os órgãos governamentais e em perfeita validade", afirmou.



A empresa disse ainda que está prestando auxílio às vítimas e que se solidariza com os familiares.



Segundo a Artesp, "a empresa não possui registro para transporte de passageiros e roda ilegalmente desde 11 de outubro de 2019".

A colisão aconteceu por volta das 6h30, no km 172 da Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho. O ônibus, que seguia sentido Taguaí, bateu de frente em uma carreta que vinha no sentido contrário da rodovia.



Acidente em rodovia no interior de São Paulo deixa mais de 40 mortos



Médico pede orações

Um dos médicos da Santa Casa de Taquarituba disse que as equipes precisaram transferir para outros hospitais algumas das vítimas do grave acidente em Taguaí. A colisão entre um caminhão e um ônibus deixou 41 mortos e 10 feridos. Segundo o médico intensivista Gabriel Ortega, a transferência de parte das vítimas foi necessária porque não há recursos suficientes na Santa Casa.

Segundo Ortega, duas vítimas estão em estado grave. O médico pediu orações e clamou pelas bênçãos de Deus sobre toda a equipe médica, pacientes e familiares das vítimas neste momento tão difícil. O médico precisou ser deslocado da UTI para o pronto socorro.



 



*Matéria atualizada às 20h para inclusão de nota da empresa.


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