Pais criam abaixo-assinado contra adoção de gênero neutro em colégios

Um grupo de pais criou um abaixo-assinado contra adoção de gênero neutro em colégios. Segundo o documento, a adoção desse elemento em comunicados oficiais das escolas é um movimento de ideologia de gênero. No começo do mês, o tradicional Colégio Franco Brasileiro, no Rio, decidiu permitir o uso de gênero neutro.

No abaixo-assinado, os responsáveis reconhecem a importância de ações de inclusão, mas pedem a manutenção na norma culta da língua portuguesa e que a conscientização dos filhos seja “ensinada no seio familiar”. O documento concorda com projetos de diversidade, mas ressalta que são contra que “tenham viés ideológicos”.

“Assinamos esse manifesto pela NÃO mudança da Norma Culta da língua Portuguesa em documentos e comunicados oficiais das escolas. Entendemos como um movimento de ‘ideologia de gênero’, já que mostra sua total subjetividade. [...] Acreditamos que discursos ideológicos e com viés partidário dentro das instituições escolares tradicionais e apartidárias promovem maior polarização e dividem a comunidade escolar e a sociedade como um todo.” – diz um trecho do manifesto.

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Colégio do Rio adota ‘gênero neutro’

No início deste mês, o assunto também gerou revolta nas redes sociais, quando um colégio tradicional do Rio anunciou que permitiria o uso de gênero neutro. Na página do Liceu Franco Brasileiro no Instagram, uma seguidora escreveu: “uma escola passando por cima da normatividade linguística é de doer”. Outra rebateu: “isso é prova de que a escola tem um projeto de educação aprofundado e está atenta ao que está acontecendo na sociedade e na Língua Portuguesa”.

Veja mais sobre o caso

Projeto de Lei

O Projeto de Lei 5198/20, de autoria do deputado Junio Amaral (PSL), quer proibir que instituições de ensino e bancas examinadoras de concursos públicos utilizem o gênero neutro para se referir a pessoas que não se identificam com os gêneros masculino e feminino. O texto será analisado pela Câmara dos Deputados.

“Este projeto de lei é apresentado em resposta a tentativas isoladas de impor ao conjunto do todo nacional uma visão linguística que reconheceria no português um terceiro gênero, o neutro, ao lado dos gêneros masculino e feminino”, diz o parlamentar.



*com informações da Agência Câmara de Notícias