Vacina da Rússia tem eficácia superior a 95% após segunda dose

Mais um avanço na corrida das vacinas. Desta vez, a Rússia anunciou nesta terça-feira (24) que a vacina Sputnik V tem eficácia acima de 95% conta a Covid-19. O imunizante é desenvolvido pelo Instituto Gamaleya. Os resultados preliminares teriam sido confirmados 21 dias após a aplicação da segunda dose da vacina e 42 dias após a primeira dose. Apesar dos números positivos, esses dados ainda não foram detalhados e publicados em revistas científicas.

A Sputnik foi a primeira vacina contra a Covid-19 a ser registrada no mundo, pela Rússia. Em outubro, o país pediu a aprovação da Organização Mundial de Saúde (OMS) para que ela fosse utilizada para uso emergencial. Porém, o governo russo é acusado por cientistas de não ser transparente quanto aos testes.

Antes desses resultados, a Sputnik V já tinha apresentado eficácia de 91,4% uma semana após a aplicação da segunda dose. Na época, os dados preliminares consideraram 18.794 voluntários, sendo que 14.095 receberam o imunizante e os outros receberam placebo. Entre os vacinados, apenas oito casos de Covid-19 foram registrados após uma semana da aplicação da segunda dose. Entre os que receberam placebo foram 31 infectados.

Em relação aos eventos adversos inesperados, nenhum foi identificado — apenas reações comuns como dor no local da aplicação e sintomas de gripe (dor de cabeça, fadiga, febre e fraqueza). Quanto ao armazenamento, a Sputnik está entre as mais práticas e se assemelha à vacina de Oxford: ela deve ficar entre 2ºC e 8ºC. A vacina da Pfizer, que também mostrou bons resultados, tem que ser armazenada a -70ºC, o que pode ser uma dificuldade no transporte. O imunizante da Moderna precisa ficar em -20ºC.

A Sputnik está entre as vacinas que estão na mira do Ministério da Saúde para o programa de imunização da população brasileira. O governo do Estado do Paraná firmou uma parceria com a Rússia para a produção dessa vacina no Brasil, o que pode acontecer ainda em dezembro.