Brasil tem primeiro caso de cães infectados por coronavírus Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) confirmaram nesta segunda-feira (23) o diagnóstico do novo coronavírus em dois cães de Curitiba. Os animais — um buldogue francês e outro sem raça definida — tiveram sintomas leves e passam bem.


Eles fazem parte de um estudo multicêntrico coordenado pela UFPR que investiga o Sars-CoV-2 em cães e gatos de seis capitais do país (Curitiba, Belo Horizonte, Campo Grande, Recife, São Paulo e Cuiabá).

O buldogue francês é um macho adulto, e seu dono testou positivo para o novo coronavírus em teste RT-PCR. Segundo contou aos pesquisadores, o animal — que dorme na mesma cama que ele — apresentou uma leve secreção nasal. O cachorro testou positivo em um primeiro teste e, no segundo, um dia após o primeiro, ele já estava negativado.

O outro caso foi parecido: a tutora do cão, um macho adulto, também foi diagnosticada com Covid-19. Seus quatro cachorros, que também dividem a cama com ela, apresentaram espirros discretos. No entanto, apenas um deles testou positivo para o novo coronavírus.

As amostras coletadas na UPRF serão enviadas para confirmação no TECSA Laboratório Animal, em Belo Horizonte. E os dados serão registrados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O primeiro caso do mundo foi confirmado no começo de março, em Hong Kong, quando um cachorro foi infectado por sua dona

Não há casos confirmados de cães e gatos que tenham transmitido o vírus para pessoas — apenas o contrário.

Em comunicado à imprensa, o professor da UFPR Alexander Biondo, coordenador do estudo nacional, ressalta que os animais podem se infectar pelo Sars-CoV-2, mas isso não significa que desenvolvam a Covid-19 ou contaminem seres humanos.

De qualquer forma, em caso de suspeita ou diagnóstico nos tutores, é indicado manter o distanciamento do bichinho e usar máscara.

Em outubro, uma gata em Cuiabá foi o primeiro pet do Brasil a ser identificado com o novo coronavírus. Em teste RT-qPCR realizado por cientistas da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), foi confirmada a presença de RNA viral na felina. E agora, os pesquisadores trabalham no sequenciamento do genoma do vírus.