Entenda por que resultados da vacina de Oxford são tão animadores para o Brasil

A vacina desenvolvida pela universidade britânica de Oxford, em parceria com o laboratório AstraZeneca, contra a Covid-19 tem eficácia de até 90%, segundo anunciou a equipe. Como se não bastassem os resultados animadores, a logística mais fácil de transporte e o menor preço das doses são ótimas notícias para o Brasil, que já tem acordo para compra e produção do produto.

Logística fácil e preço baixo

A vacina de Oxford utiliza uma tecnologia já conhecida no mundo, que usa um adenovírus enfraquecido e inofensivo para humanos, que causa resfriado em chipanzés. Com isso, a vacina vai ter uma logística muito mais fácil, podendo ser transportada em refrigeração comum, entre 2ºC e 8ºC, muito acima das da Pfizer (-70ºC) e da Moderna (por volta de -20º). Além disso, o imunizante de Oxford deve custar pouco mais de US$ 2 a dose.

Acordo firmado por 200 milhões de doses

Outro motivo para nós, brasileiros, nos animarmos é que o Ministério da Saúde já tem um acordo para a compra de 100 milhões de doses da vacina, que devem ser fornecidas ao longo do primeiro semestre de 2021, além da transferência da tecnologia para que a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) produza outras 100 milhões de doses, já em solo brasileiro, no segundo semestre.

30% mais vacinados que o previsto

Segundo o cronograma da Fiocruz, a vacinação começa em março do ano que vem, a depender da aprovação da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária). Ao todo, devem ser vacinados 130 milhões de brasileiros só com o produto de Oxford. Isso porque o estudo mostrou, também, que a eficácia foi maior (90%) em quem tomou meia dose mais uma, em vez de duas doses inteiras (62%). Se esse for o padrão de vacinação, o número de vacinados sobe 30%.

Próximo a imunidade coletiva

Esse número corresponde a mais de 60% da população brasileira, o que aproximaria o país da sonhada imunidade coletiva, que poderia ser atingida com a compra de doses de outras vacinas em fases finais de testes. Segundo especialistas, será mesmo preciso mais de um imunizante para dar um basta na pandemia, o que vai se tornando cada vez mais possível.