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Em live com pastor Bolsonaro volta a defender filho como Embaixador

O presidente Jair Bolsonaro fez uma "live" em seu perfil no Facebook na sexta-feira (12), ao lado do pastor Valdemiro Santiago e do missionário José Olímpio. Na transmissão, o presidente tratou de liberdade de imprensa, ideologia de gênero e sobre a possibilidade de indicar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seu filho, para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.



“O garoto fala inglês, fala espanhol, é amigo dos filhos do presidente americano, Donald Trump. Qual o problema?", reclamou o presidente.



Ele ainda repetiu uma suposição, que já tinha feito na quinta-feira (11), para explicar seu posicionamento: "Imaginem se o filho do Macri vira embaixador no Brasil. O tratamento dele certamente seria diferenciado dos outros embaixadores".



O presidente ainda citou diplomatas anteriores para defender a indicação do filho. "Querem que eu bote quem lá? Celso Amorim? Aloysio Nunes, que foi motorista do Marighella? Meu filho é muito melhor do que eu, já esteve em vários países da Europa".



A indicação, no entanto, ainda não foi confirmada, pois Bolsonaro vai "esperar o momento certo". "Tenho certeza que, se meu filho for sabatinado no Senado, se sairá muitíssimo bem", concluiu, afirmando que o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, apoia a indicação de Eduardo porque o conhece.



Ideologia de gênero



Bolsonaro ainda criticou uma manchete do jornal O Globo que afirma que o Brasil vota com islâmicos, na Organização das Nações Unidas (ONU), sobre questões sexuais. "Na questão da ideologia de gênero, esse pessoal pensa como nós. Sobre a mulher, eles acham que a mulher é um ser sem direito nenhum que só serve para dar prazer ao homem, não concordamos com isso", afirmou.



Com o endosso do pastor Valdemiro, Bolsonaro disse que está determinado a "abortar a ideologia de gênero das escolas". "Por mais política que faça a bancada evangélica, o saldo é muito mais positivo do que negativo", defendeu Bolsonaro, afirmando que o país tem sérios problemas "éticos, morais e políticos".