Igreja mexicana critica votação de legalização da maconha no Senado A Igreja Católica Romana do México criticou no domingo (22) uma votação no Senado para legalizar a posse, cultivo e uso de pequenas quantidades de maconha .

O projeto de lei aprovado na semana passada ainda deve ser votado na Câmara dos Deputados.

Isso legalizaria o porte de até 28 gramas de maconha por adultos, desde que não a consumissem na frente de crianças. O projeto também autoriza uma pessoa a cultivar até seis vasos de plantas e abre caminho para o estabelecimento de um sistema de licenciamento para produção e venda em larga escala.

O Conselho dos Bispos do México disse em um comunicado ontem (22) que a Câmara dos Deputados deve modificar o projeto de lei “para enfatizar a saúde e a segurança pública".

“O projeto que foi aprovado não contempla os agravos à saúde decorrentes do uso cada vez maior da maconha, não contempla os efeitos do consumo de drogas pelos jovens nas famílias e não contribui para reduzir e inibir a exposição às drogas", escreveu o conselho.

A Igreja disse que com a aprovação do projeto de lei, “a saúde pública e o bem-estar não são mais a prioridade, e cederam ao gosto das pessoas, mesmo que prejudiquem outras pessoas. As demandas de liberdade irresponsável para uns poucos, são colocadas acima do bem comum e da saúde. "

Os defensores da medida argumentam que ela ajudará a tirar o comércio da maconha das mãos dos violentos cartéis de drogas do país, para os quais ainda é uma fonte de enormes lucros ilícitos.

Por vários anos, a Suprema Corte do México concedeu liminares permitindo que indivíduos cultivassem maconha para seu próprio uso.

*Com agências internacionais