Ex-coroinhas pedem US$ 3 milhões por abusos de padres A Igreja Católica poderá ter que desembolsar indenizações milionárias que somam US$ 3 milhões, o equivalente a R$ 11,3 milhões. O valor é reivindicado por seis ex-coroinhas que acusam de assédio e abuso sexual o padre Pedro Leandro Ricardo, no interior de São Paulo. Segundo os advogados de acusação, a estimativa é de US$ 500 mil por vítima. O pedido foi feito com amparo num decreto assinado em maio passado pelo Papa Francisco que prevê reparação para as vítimas de abuso sexual.

O padre Leandro nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição e denúncias requentadas. Segundo o advogado de defesa, sua inocência será comprovada.

Os valores pedidos pela acusação têm como base indenizações pagas em processos judiciais envolvendo pedofilia nos Estados Unidos. No Brasil, já há precedentes. Em janeiro, a Justiça condenou a Arquidiocese da Paraíba a pagar R$ 12 milhões por casos de exploração sexual contra menores de idade. Lá, a denúncia é de que sacerdotes pagavam por sexo a ex-coroinhas e seminaristas.

“Pedimos o que o Papa determinou. Não é para que ninguém fique rico. Estamos falando de pessoas que foram abusadas desde a adolescência”, afirma o advogado de acusação, Roberto Tardelli.

Na Diocese de Limeira, o pedido de indenização preocupa e enfrenta resistência. O temor é que haja um efeito cascata e que surjam outras pessoas pedindo reparação.