Pastor presbiteriano é bom nome para STF O presidente Jair Bolsonaro afirmou esta semana que o ministro da AGU (Advocacia Geral da União), André Luiz Mendonça, é um bom nome para uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas negou que ele seja o escolhido.

"Primeiro, da minha boca não saiu isso. Eu sei que ele é terrivelmente evangélico. Temos muito bons nomes para o STF, e o André Luiz é um nome que, com toda certeza, está entre uma lista aí com muito apoio por parte do presidente", afirmou em entrevista a jornalistas após participar da posse do novo diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o delegado da Polícia Federal Alexandre Ramagem Rodrigues.

Esta semana, durante encontro com deputados da Bancada Evangélica, Bolsonaro disse que indicará ao STF um ministro “terrivelmente evangélico”.

No mês passado, ao criticar a decisão do STF de criminalizar a homofobia como forma de racismo, Bolsonaro já havia sugerido a indicação de um evangélico para a Corte.

Até 2022, o presidente da República poderá indicar nomes para, pelo menos, duas vagas que serão abertas com a aposentadoria compulsória dos ministros Marco Aurélio e Celso de Mello.

Além de evangélico, Bolsonaro disse que o indicado será tecnicamente qualificado para o posto.

"Com toda certeza, esse terrivelmente evangélico vai ser também um profundo conhecedor da legislação e um jurista renomado", acrescentou.

André Luiz Mendonça também é pastor da Igreja Presbiteriana Esperança, em Brasília. Ele é pós-graduado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e tem uma carreira acadêmica com farta especialização  no combate à corrupção.

É mestre e  doutor pela Universidade de Salamanca na Espanha, formado em – Estado de Derecho y Governança Global e em estudos sobre – Corrupción y Estado de Derecho.( leia-se Estado de direito e Governança Global e em Corrupção e Estado de Direito respectivamente).

Também já ocupou o cargo de Diretor do Departamento de Patrimônio Público e Probidade Administrativa da procuradoria Geral da União, assim como já esteve à frente da Corregedoria-Geral da AGU em 2016.

Antes de ser nomeado ministro da AGU. atuou dentro da Controladoria Geral da União (CGU) na relação direta com as empresas.

O advogado também tem estudos e publicações  acadêmicas, sendo o principal especialista sobre leniência do atual ministro da CGU, Wagner Rosário, com quem mantém relação de amizade pessoal desde a Europa, quando estudaram juntos.