Primeiras 120 mil doses da CoronaVac chegam ao Brasil As 120 mil primeiras doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19, chegaram na manhã desta quinta-feira (19) ao Estado de São Paulo. O material foi importado da China e desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan.

A Coronavac é uma das quatro candidatas à vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) que estão sendo testadas no Brasil. O governo de São Paulo firmou acordo para compra de 46 milhões de doses e transferência de tecnologia para o Instituto Butantan.

As 120 mil doses fazem parte de um lote de 6 milhões previsto para chegar até o final de dezembro. Elas serão armazenadas em um local que não foi divulgado pelo governo paulista por questões de segurança.

Além das vacinas que já virão prontas, o Instituto Butantan deve receber ainda este ano parte da matéria prima para fabricar outras 40 milhões de doses, segundo o governo paulista.

Na madrugada desta quinta (19), o diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, declarou que os testes clínicos da Coronavac estão avançados. A expectativa dele é enviar os resultados da última fase dos estudos sobre a vacina à Anvisa ainda em 2020.

Um estudo feito com 743 pacientes mostrou que a vacina CoronaVac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac contra a Covid-19, e que está em testes no Brasil, mostrou segurança e resposta imune satisfatória durante as fases 1 e 2 de testes.

O artigo foi publicado na terça-feira (17) na revista científica "The Lancet". A fase 2 dos testes de uma vacina verifica a segurança e a capacidade de gerar uma resposta do sistema de defesa. Normalmente, ela é feita com centenas de voluntários. Já a fase 1 é feita em dezenas de pessoas, e a 3, em milhares. É na fase 3 que será medida a eficácia da vacina.

Os participantes eram adultos saudáveis de 18 a 59 anos e foram escolhidos aleatoriamente para receber duas doses da vacina experimental: dose baixa de 3 microgramas, dose alta de 6 microgramas, ou placebo. Segundo a pesquisa, as respostas de anticorpos foram induzidas no prazo de até 28 dias após a primeira imunização.

Técnicos do Ministério da Saúde estão na China para inspecionar os laboratórios onde o imunizante está sendo produzido. O governo federal ainda não decidiu se comprará a vacina chinesa.



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