Pai de santo vira réu por quatro casos de estupro de vulnerável

A Justiça de São Paulo aceitou parcialmente na última sexta (13) a denúncia do Ministério Público (MP) e tornou réu o pai de santo Heraldo Lopes Guimarães, conhecido como Pai Guimarães de Ogum, por suposto estupro de vulnerável de quatro vítimas. Ao todo, ele é acusado por pelo menos sete mulheres, entre elas uma que tinha 14 anos na época.

Os crimes teriam ocorrido entre os anos de 2011 e 2016, durante supostas sessões espirituais. A juíza Manoela Assef Vieira, da 16ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, aceitou a denúncia de quatro dos casos, além de encaminhar dois para outra vara, por entender que são casos de estupro, mas não contra vulneráveis, quando a vítima é menor de idade ou não está em condição de se defender. Pai Guimarães foi inocentado em um outro caso.

A Promotoria pedia a prisão preventiva do pai de santo, mas a juíza negou sob alegação de que o acusado tem residência fixa, não apresenta risco à sociedade e está com a saúde debilitada. Mas ele precisará respeitar medidas cautelares, como entregar passaporte, não deixar a cidade de São Paulo nem se comunicar com as vítimas ou testemunhas do caso.

Quem defende o Pai Guimarães de Ogum é o advogado Marco Antonio de Castro. Ao G1, ele disse que seu cliente alega inocência: “Meu cliente nega totalmente os fatos. E entende que é uma armação das vítimas, que estão em conluio e fazendo denúncias infundadas e inverídicas. Nesse momento é isso”.

O MP recorre da decisão e pede a inclusão de todas as sete vítimas na mesma ação A Promotoria também voltou a pedir que o réu seja preso de forma preventiva por possibilidade de fuga.

Repercussões

Pai Guimarães era presidente do Partido da Mulher Brasileira (PMB) no município de São Paulo e também da Associação Brasileira dos Religiosos de Umbanda, Candomblé e Jurema (Abratu). O PMB informou que o religioso foi afastado em definitivo. A Abratu não se pronunciou sobre o caso.


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