Fruto de oração: homossexual entrega vida a Cristo no leito de morte Do abuso sexual sofrido aos 5 anos no retiro de uma igreja nos Estados Unidos até a morte em consequência das complicações por HIV. Esta seria uma triste história contada pelo irmão de Jerry Arterburn, se antes de morrer o homossexual não tivesse aceitado a Cristo. Stephen Arterburn revela as últimas horas do irmão em um vídeo da organização Pure Passion Media.

“O abuso gerou um problema no relacionamento de Jerry com as mulheres”, afirma o irmão, Stephen.

Jerry morreu de Aids em 13 de junho de 1988, numa época em que a medicina tentava descobrir como controlar a doença. Mas antes de sua morte, Stephen levou seu irmão a entregar a vida a Cristo.

"Eu amava meu irmão, mas eu sabia que o que ele estava fazendo era errado”, diz Stephen. “Eu não fiquei tentando convencê-lo de que ele estava errado, eu só tentei encontrar uma forma de ter um relacionamento com ele”.

Ambos irmãos foram criados em um lar “fortemente cristão” no Texas. Na adolescência, Jerry tinha um comportamento tranquilo, enquanto Stephen era rebelde e namorador — a ponto de pedir para sua namorada, que havia engravidado, a fazer um aborto.
Jerry se formou em arquitetura e estava prestes a se casar, mas acabou desistindo. Foi aos 26 anos que ele se envolveu com um homem pela primeira vez.
Desde então, Jerry passou a se relacionar exclusivamente com homens. Stephen não sabia que seu irmão era gay, até que, depois de algumas conversas, ele percebeu que seu irmão havia se tornado homossexual. Stephen entendeu que era hora de estender a mão, embora não aprovasse o comportamento do irmão.

“Consegui ter um relacionamento próximo com ele, aí ele adoeceu. Fico muito feliz por ter feito isso, porque ele precisava de mim. Fico feliz por ele se sentir seguro comigo”, diz Stephen sobre a época da doença. “Ele perdeu 45 quilos. Foi horrível. Parecia que ele tinha saído de um campo de concentração [nazista]”.

Amor da família e da igreja
No leito do hospital, Jerry recebeu apoio da família e também da igreja batista que seus pais e irmão frequentavam.

“Nós o amávamos quando ele era mais jovem e vamos continuar amando”, disse um diácono, de acordo com Stephen. 

Os diáconos se revezavam visitando Jerry todos os dias, para ungi-lo e orar por ele. “Eles não colocaram luvas para orar por ele. Esses homens foram até lá e o amaram”, lembra Stephen.

A demonstração de amor teve seu efeito em Jerry. “Isso me libertou”, disse Jerry na época. "Fez toda a diferença do mundo”.
Nos estágios finais de sua vida, Jerry estava arrependido. Ele tentou convencer alguns amigos a não trilharem o caminho da homossexualidade e se arrepender, antes que fosse tarde demais.

Depois do falecimento de Jerry, a igreja fez um grande culto fúnebre, em uma época em que as pessoas tinham medo de serem contaminadas com o vírus. “Isso é o que uma igreja faz quando está mais fundamentada em Cristo do que no medo”, disse Stephen.

Stephen, que hoje é autor e fundador do New Life Ministries, aconselha os pais de filhos homossexuais a simplesmente ouvi-los. “Deixe eles saberem que você se preocupa mais com eles do que qualquer outra coisa”, afirma.

Ele acredita que é importante ensinar os filhos sobre o padrão bíblico, mas é preciso agir com compaixão. Ele também orienta a não alimentar falsas esperanças de que algumas “palavras mágicas” vão mudar a situação — esse pode ser um longo processo.

Stephen também entende que não é preciso sacrificar “o amor pelo seu filho para provar que você não aceita o comportamento dele”.


*Com informações do God Reports