Revista denuncia Uma extensa reportagem da revista ISTOÉ publicada nesta quinta-feira (11) denuncia o uso de dinheiro público pela militância do PT na campanha “Lula Livre”, visando pressionar o Poder Judiciário a libertar o ex-presidente Lula, que cumpre pena por corrupção desde abril do ano passado, na sede da Polícia Federal em Curitiba. A revista apresenta documentos que respaldam a reportagem. Prestações de contas da Executiva Nacional petista ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o montante destinado ao partido pelo Fundo Partidário comprovam que o PT usou dinheiro da União — ou seja, público — na compra de passagens aéreas, diárias de hotéis e alimentação para os petistas irem a Curitiba pedir a soltura do ex-presidente, no pagamento de locação de veículos, no aluguel de salas para reuniões e, até mesmo, no custeio do trabalho de seguranças privados em atos registrados em favor do “Lula Livre”. Em especial, no acampamento erguido próximo à sede da PF de Curitiba.

Segundo a ISTOÉ, o princípio da lei que rege a utilização do recurso público foi quebrado, com o uso de quase R$ 1 milhão de reais do Fundo Partidário (uma verba pública) em 2018.

Uma das beneficiadas com dinheiro dos cofres públicos, segundo a reportagem, foi a ex-presidente Dilma Roussef. Os documentos mostram gastos com compras de passagens para Dilma acompanhar manifestações favoráveis a Lula, ou mesmo ir a Curitiba e não ter permissão da Polícia Federal para ver o preso.

Os gastos teriam começado em abril de 2018, quando os documentos mostram que a legenda bancou a verba para despesas de boa parte de seus dirigentes para que eles estivessem presentes em São Bernardo do Campo durante o ato de resistência à prisão de Lula, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista.

A ISTOÉ mostra que só com viagens o partido torrou R$ 230 mil, beneficiando políticos como Fernando Haddad, Lindberg Farias, Emídio Souza e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

As despesas informadas ao TSE incluem até mesmo gastos com água, café e pães de queijo disponíveis para os militantes. Na lista também consta a locação de uma sala de encontros no hotel Petras Flat, no valor de R$ 3,5 mil, com a disponibilização de 16 cafés completos e 28 almoços, conforme notas fiscais obtidas pela ISTOÉ. Nas despesas foram incluídos também gastos com segurança. Como define a reportagem, “uma farra com dinheiro público”.