Abstenção em 2020 é a maior em 20 anos em meio a pandemia

As eleições municipais de 2020, realizadas neste domingo (15), registraram o maior índice de abstenção em 20 anos. Número chegou a 23,14% e superou todos os pleitos desde 1996. O recorde já era esperado por analistas políticos pelo impacto da pandemia, mas, ainda assim, o ministro Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o considerou positivo.

Antes da votação, pesquisas internas dos partidos e estudos do TSE apontavam para uma possível abstenção de 30%, muito devido ao medo das pessoas em saírem de casa em um cenário de pandemia de coronavírus. Mas, embora tenha aumentado, o número de eleitores que não foram votar ficou abaixo dessa expectativa.

“Os níveis de abstenções foram inferiores a 25%, portanto, em plena pandemia, nós tivemos um índice de abstenção pouca coisa superior à das eleições passadas. Eu gostaria de cumprimentar, de coração, o eleitorado brasileiro que compareceu em massa apesar das circunstâncias.” – comentou o ministro Barroso.

O índice, porém, confirma uma tendência de aumento nas abstenções em relação às últimas eleições. Em 2018, foram 20,33%, enquanto em 2016 haviam sido 17,58%.

Rio de Janeiro também bate recorde

A cidade do Rio de Janeiro também bateu recorde de abstenções desde 1996. O índice ficou em 32,79%, muito acima da média nacional, com um total de quase 1,6 milhões de eleitores cariocas não comparecendo às urnas. O número é equivalente à soma de votos dos dois candidatos que vão ao segundo turno, Eduardo Paes (DEM), com quase 1 milhão, e Marcelo Crivella (REPUBLICANOS), com quase 600 mil.