Bolsonaro critica adoção de gênero neutro por colégio: “qual nosso futuro?”

O presidente Jair Bolsonaro, em conversa com apoiadores hoje (13), criticou a adoção do “gênero neutro” em escolas brasileiras. Nesta semana, o Colégio Franco Brasileiro comunicou a sua comunidade acadêmica que permitiria a adoção dessa linguagem, como em “querides alunes” em vez de “queridos alunos”.

O presidente questionou a medida e fez críticas ao desempenho dos colégios: “Agora vai discutir linguagem que vale pros dois sexos, né? Enquanto na China mais da metade das patentes são de lá, nós aqui temos o quê? Você não investe nessa área porque não tem uma massa humana preparada desde cedo”

Bolsonaro também lembrou que uma formação ruim pode ter impactos nos futuros empregos:

“Não consegue, ao ler o segundo parágrafo, saber o que tinha no primeiro. Ciências um desastre. Até a fórmula da água você tem dificuldade, perante o papel de colocar a fórmula da água. Qual é o futuro nosso? Esse pessoal cresce, vai no mercado de trabalho com uma formação deficitária, vai fazer o quê? Vai aceitar ser subempregado”

Entenda o caso

A polêmica começou na última quarta-feira (11), quando o colégio Liceu Franco-Brasileiro, que fica no Rio de Janeiro, decidiu adotar o “gênero neutro” em seu vocabulário. Na prática, as mudanças são, por exemplo a adoção do termo “querides alunes” em vez de “queridos alunos”. Segundo o colégio, a comunidade não seria obrigada a adotar a novidade.

Mas muitos responsáveis não aprovaram a mudança. “Eu não sou a favor do ensino disso na sala de aula. A maioria dos pais não está aceitando isso.” – disse a mãe de um dos alunos.

O pastor Marco Feliciano, que é deputado federal, publicou em seu Twitter que iria “propor ao MEC [Ministério da Educação] que suspenda essa excrescência” e vai “oficiar a PF [Polícia Federal] para investigar o possível crime de opinião.” Feliciano completou: “Deixem nossas crianças em paz!”


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