Justiça condena terceiro PM envolvido na chacina de Costa Barros

A Justiça do Rio condenou a 52 anos de prisão Thiago Rezende Viana Barbosa, um dos PMs envolvidos na chacina de Costa Barros, em julgamento que começou nesta quinta (12) e terminou na madrugada desta sexta (13). O caso aconteceu em 2015, quando cinco amigos em um carro foram mortos a tiros no bairro da Zona Norte do Rio.

Thiago também foi condenado a perder o cargo na PM no julgamento que contou com cinco testemunhas. Ele alega que disparou 22 vezes, mas contra criminosos em uma passarela distante do local do crime e não contra o carro em que os jovens estavam. Segundo a Defensoria Pública, porém, projéteis do fuzil utilizado pelo PM foram encontrados dentro veículo.

Uma testemunha, que era familiar de uma das vítimas, disse que, ao chegar ao local, foi impedida de aproximar do veículo pelos policiais e que viu um dos agentes colocarem uma arma de brinquedo perto da roda do carro. Um perito contratado pela defesa afirmou que os disparos teriam partido de um viaduto próximo ao local e não das armas dos PMs, mas essa tese não convenceu o júri.

Relembre o caso

O caso aconteceu em 28 de novembro de 2015, quando cinco jovens foram alvo de 111 tiros disparados por policiais em uma viatura. As vítimas, que voltavam de uma comemoração pelo primeiro emprego de um deles, foram alvejadas 40 vezes. A versão dos policiais, na época, era de que perseguiam bandidos que teriam roubado a carga de um caminhão e que entraram em confronto.

Entretanto, a perícia descartou que houvesse partido algum disparo do carro em que os amigos estavam. O crime ficou conhecido como “Chacina de Costa Barros” por ter acontecido no bairro de mesmo nome, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

Outros três policias foram julgados no ano passado. Dois deles, Marcio Darcy dos Santos e Antônio Carlos Gonçalves, foram condenados também a 52 anos de prisão. Fábio Piza Oliveira da Silva foi absolvido.