Colégio do Rio de Janeiro decide adotar “gênero neutro”

O colégio Liceu Franco-Brasileiro decidiu adotar o “gênero neutro” em seu vocabulário. A medida, anunciada ontem (11) em circular para os pais dos alunos, visa a acolher “demandas legítimas da sociedade, permitindo a docentes e estudantes que manifestem livremente sua identidade de gênero”. Na prática, as mudanças são, por exemplo a adoção do termo “querides alunes” em vez de “queridos alunos”.

Em reação, os responsáveis se dividiram quanto às opiniões. Um pai, por exemplo, concordou: “Eu não sou contra a escola aceitar esse tipo de comunicação. Desde que eu nasci, me reconheço como homem, heterossexual, mas eu penso naquelas pessoas que nascem e não se enquadram em um padrão."

Outros responsáveis, porém, foram contra a adoção do gênero neutro. Uma mãe teria dito: “É uma corrente que está ganhando força nos ambientes escolares, debates sobre a neutralização, vídeos circulam e defendem isso. Eu não sou a favor do ensino disso na sala de aula. A maioria dos pais não está aceitando isso. Eu não gostaria que a mudança do Português fosse ensinada e cobrada dos alunos".

O assunto chegou às redes sociais, onde muitas pessoas também se disseram contrárias à mudança. O pastor Marco Feliciano, que é deputado federal, publicou em seu Twitter que vai “propor ao MEC [Ministério da Educação] que suspenda essa excrescência” e vai “oficiar a PF [Polícia Federal] para investigar o possível crime de opinião.” Feliciano completou: “Deixem nossas crianças em paz!”

Em nota, o Colégio Franco afirmou que apenas deu autonomia aos professores e alunos para uso do gênero neutro, mas que não adotará o recurso em sua comunicação oficial. Segundo a direção, a unidade vai promover debates sobre o tema com a comunidade escolar.