Milicianos são alvos da PF em operação contra crimes eleitorais A Polícia Federal deflagrou hoje (12), no Rio de Janeiro, a Operação Sólon, contra uma organização criminosa suspeita de prática de lavagem de dinheiro relacionada a crimes eleitorais. Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em residências, comitês de campanhas e empresas ligadas aos envolvidos. Participam da operação 85 Policiais Federais.

Os mandados foram expedidos pela 16ª Zona Eleitoral. Não houve pedidos de prisão, já que a legislação eleitoral proíbe o cumprimento de mandados de prisão de candidatos a menos de 15 dias da eleição e de eleitores a menos de cinco dias do dia de votação, exceto em flagrante de delito.

Segundo a corporação, integrantes de uma das maiores milícias do Rio estariam “almejando cargos no legislativo e no executivo, nas eleições de 2020, para retomar o poder que possuíam na zona oeste do município”.

Condenados por chefiar quadrilhas de milicianos e apontados como fundadores da Liga da Justiça, os irmãos Natalino e Jerominho Guimarães estão entre os alvos dessa operação. Jerominho e Natalino estariam almejando cargos no Legislativo e no Executivo, nas eleições de 2020, para retomar o poder que possuíam na Zona Oeste.

De acordo com os Relatórios de Inteligência Financeira (Rifs) analisados pela Polícia Federal, foram verificadas movimentações financeiras atípicas em empresas ligadas aos investigados, com a possibilidade de os valores serem destinados a gastos de campanhas eleitorais.

A operação foi batizada em homenagem a Sólon, estadista, legislador e poeta grego criador da Eclésia, a Assembleia Popular de Atenas, considerada o berço da democracia. Segundo a Polícia Federal, a ação visa “reafirmar o poder das instituições que garantem a higidez no processo democrático”, diante do “avanço da atuação das organizações criminosas no cenário político”.