Brasil avalia aquisição da vacina da Pfizer. Reino Unido pode ter imunizante já em dezembro

O Ministério da Saúde afirmou que está avaliando a vacina da farmacêutica Pfizer em parceria com a alemã BioNTech para uma possível aquisição. Em análise preliminar, o imunizante demonstrou ter 90% de eficácia contra a Covid-19. O estudo deve ser concluído até dezembro.

O anúncio da pasta veio ontem (09) depois do relato de que o Brasil não teria respondido ao contato da Pfizer para uma possível parceria antes do início dos testes no país. Mas segundo o ministério, “todas as vacinas com estudos avançados no mundo estão sendo analisadas, inclusive a do laboratório Pfizer”. Um porta-voz da empresa no Brasil confirmou que o governo federal está em negociações com a companhia para a compra da vacina.

A intenção é que o imunizante experimental da Pfizer faça parte do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. Para isso, a vacina precisa ser aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que emitiu nota sobre o caso afirmando não ter ainda recebido dados para avaliação da eficácia e segurança do produto.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que uma eventual vacina, passando pela Saúde e pela Anvisa, será comprada e disponibilizada pelo governo federal, mas ressaltou que a vacinação não vai ser obrigatória.

Inglaterra pode começar vacinação em dezembro

A notícia das análises preliminares da vacina da Pfizer foi muito comemorada no Reino Unido. Os britânicos, que também desenvolvem sua própria vacina pela Universidade de Oxford, já haviam comprado antecipadamente 40 milhões de doses do imunizante da Pfizer.

Como a vacina deve ser aplicada em duas doses, esse número de doses pode vacinar 20 milhões de pessoas. O primeiro-ministro Boris Johnson espera que, após aprovação emergencial pelos órgãos de saúde britânicos, a imunização comece já no mês que vem, com prioridade para os grupos de risco e profissionais de saúde.