Pastor brasileiro nos EUA fala sobre apoio dos evangélicos a Donald Trump Os evangélicos formaram uma importante base na campanha eleitoral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O candidato à reeleição é visto como um político mais alinhado e defensor dos valores e princípios cristãos. Presidente da Associação dos Pastores Evangélicos Brasileiros nos Estados Unidos, Leidmar Celso Lopes participou de vários eventos de campanha do republicano e confirmou ao site Carta Capital que os líderes religiosos exerceram influência na comunidade para votar pelo republicano.

“No Brasil, temos a ideia muito forte que a separação da religião é algo polarizante. Norte e sul e ninguém se mete no quadrado de ninguém. Nós aprendemos, inclusive pela prática da igreja evangélica norte-americana, seja qual for a igreja, que ela faz parte do sistema, principalmente nestes dias em que estamos vivenciando o processo eleitoral para a presidência dos Estados Unidos. A Igreja não se omite de forma alguma”, disse o pastor da Igreja Batista sueca ao Carta Capital.

Segundo ele, os púlpitos das igrejas não são oferecidos para políticos, mas os pastores e as igrejas orientam e ensinam seus fiéis sobre como melhor votar, e votar claramente nas bandeiras e princípios dos valores que são mais aproximados com os princípios e valores alinhados à Palavra de Deus.

Goiano vivendo há mais de três décadas nos Estados Unidos, ele fundou há 24 anos a associação para dar suporte e facilitar a integração dos pastores que chegam ao país, além de criar uma rede de atuação conjunta. Atualmente, a entidade reúne 1.600 pastores de várias denominações, como Batista Renovada, Assembleia de Deus, Presbiteriana e outras igrejas neopentecostais. Eles estão espalhados por diferentes regiões dos Estados Unidos.

O pastor Leidmar deixou claro que não vota em nenhum candidato que não priorize a família nuclear.

“Família, para nós, significa um homem e uma mulher, e eles terão sua prole, seus filhos. Em primeiro lugar, a família nuclear, sem negociar. Segundo lugar, somos completamente a favor da vida e totalmente contra o aborto”, exemplifica.

Diante da possibilidade de vitória de Joe Biden na eleição presidencial este ano, ele analisa a repercussão junto à comunidade evangélica: “Nós somos educados e éticos. Se ele for nosso presidente, vamos orar e cooperar com ele em tudo aquilo que for possível e que não for contra os princípios e valores da nossa fé”.