Defesa de Flávio Bolsonaro classifica denúncia como “crônica macabra”

Após o Ministério Público do Rio de Janeiro ter encaminhado denúncia contra Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz e mais 15 pessoas por suspeita de esquema de “rachadinha” na Alerj, a defesa do senador carioca publicou uma nota classificando-a como “forjada” e “desprovida de provas”.

Ainda segundo a defesa, a denúncia “não passa de uma crônica macabra e mal engendrada” e, ainda, “não se sustenta”. Confira a íntegra da nota, assinada pelos advogados Luciana Pires, Rodrigo Roca e Juliana Bierrenbach:

“A denúncia já era esperada, mas não se sustenta. Dentre vícios processuais e erros de narrativa e matemáticos, a tese acusatória forjada contra o Senador Bolsonaro se mostra inviável, porque desprovida de qualquer indício de prova. Não passa de uma crônica macabra e mal engendrada. Acreditamos que sequer será recebida pelo Órgão Especial. Todos os defeitos de forma e de fundo da denúncia serão pontuados e rebatidos em documento próprio, a ser protocolizado tão logo a defesa seja notificada para tanto”.

Em sua conta no Instagram, Flávio Bolsonaro se defendeu afirmando não ter cometido “nenhuma ilegalidade”. Segundo o senador do Republicanos, “o MP do Rio comete série de erros bizarros em sua ‘denúncia’, às vésperas das eleições municipais”.

Denúncia do MP-RJ

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou à Justiça o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o ex-assessor Fabrício Queiroz e mais 15 investigados por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita no esquema das "rachadinhas", na época em que Flávio era deputado estadual.

A “rachadinha” é um crime que consiste no repasse, por parte de servidores públicos ou um funcionário terceirizado de governos federal, estadual ou municipal, de parte do salário para políticos e assessores parlamentares.