Mais de um milhão de pessoas viajarão pelo país durante feriadão O final de semana prolongado, em decorrência do Dia de Finados, na próxima segunda-feira (02), deve movimentar mais de um milhão de viajantes em todo o país. O número é 40% maior do que o registrado no último feriado de 12 de outubro. O levantamento foi realizado pelo Ministério do Turismo, a partir de informações coletadas junto aos principais aeroportos do Brasil. Os terminais de Viracopos (134 mil), Brasília (127 mil) e o de Congonhas (96,6 mil) serão um dos mais movimentados no período. 

Segundo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, os números previstos para este feriado mostram que a retomada das atividades turísticas no país segue a todo vapor. “Pesquisas anteriores já mostravam o interesse do brasileiro em aproveitar estas datas para viajar pelo Brasil, e esses dados só comprovam que, com responsabilidade e respeitando os protocolos sanitários, é possível gerar entretenimento, emprego e renda para toda a nossa população”, disse. 

Alguns aeroportos estão aguardando um aumento considerável de viajantes para o período. O de Florianópolis (SC), por exemplo, espera um movimento 11% superior ao feriado de Nossa Senhora Aparecida. O terminal do Galeão, no Rio de Janeiro, está aguardando uma alta de 14%. Já os aeroportos administrados pela rede Infraero, registram aumento de 50%, comparado à última data festiva. 

Em maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a de Aviação Civil (ANAC) implementaram medidas às empresas aéreas e aeroportos. Além do permanente uso de máscaras por passageiros e funcionários, do distanciamento de dois metros entre pessoas e da higienização de terminais e aeronaves, são indicadas a utilização de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) por trabalhadores, conforme a situação; o incentivo a campanhas de comunicação e a divulgação de avisos sonoros, entre outras ações.

Risco de contaminação baixo
O risco de a Covid-19 se disseminar em voos parece ser "muito baixo", mas não pode ser descartado, apesar de estudos só mostrarem um número pequeno de casos, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"A transmissão em voo é possível, mas o risco parece ser muito baixo, dado o volume de viajantes e o número pequeno de relatos de casos. O fato de que a transmissão não é amplamente documentada na literatura publicada não significa, porém, que não acontece", afirmou a OMS.

No dia 8 de outubro, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) informou que só potenciais 44 casos de transmissão em voo foram identificados entre 1,2 bilhão de viajantes neste ano.