Pastores debatem:  “Você é a favor ou contra evangélicos na política?”

O debate da rádio Melodia na última terça (27) teve como tema: “Você é a favor ou contra evangélicos na política?”. No estúdio, o apresentador Renato Bruno recebeu os pastores Pedrão, da Comunidade Batista da Barra da Tijuca; Paulo Marques Cozendey, da Igreja Batista Jardim América, em Itaguaí; e Adilson Henrique, da Igreja Assembleia de Deus Jardim Nogueira. A opinião foi unânime: a política é sim lugar de evangélicos.

A primeira palavra foi do Pr. Pedrão, que se disse absolutamente a favor de evangélicos na política, já que o pior “não é o barulho dos maus, mas o silêncio dos bons”, parafraseando o pastor Martin Luther King. Pedrão lembrou de nomes da Bíblia como Zaqueu, Nicodemos e Gamaliel, que eram políticos.

Mas segundo o pastor, nem todo evangélico merece estar na política, apenas os sérios. Ele lembrou nomes de políticos que se diziam cristãos, mas que não horaram a confiança de seus eleitores. Ainda segundo o Pr. Pedrão, a Bíblia diz que nós devemos orar pelas autoridades.

Falando em seguida, o Pr. Paulo Marques Cozendey afirmou que todo cristão temente a Deus deve se envolver na política.

Ele lembrou que, no Antigo Testamento, em Daniel 6:7, uma lei proibiu por 30 dias a adoração a qualquer deus que não fosse o rei Dario sob pena de ser jogado na cova dos leões. Entretanto, Daniel cumpre a adoração a Deus voltado para Jerusalém. Deus o livra do veredito e, a partir do livramento, Daniel solicita ao rei Dario que a lei seja refeita, o que de fato ocorre:

“Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre, e o seu reino não se pode destruir, e o seu domínio durará até o fim.” (Daniel 6:26)

O pastor lembra que virão leis de aborto, ideologia de gênero, casamento de pessoas de mesmo sexo e pergunta: “quem vai defender o contrário se não houver cristãos no parlamento?”.

Já no Novo Testamento, lembra o Pr. Paulo, quem pediu para que houvesse o sepultamento do corpo de Cristo, foi um senador, José de Arimatéia (João 19:38). Do contrário o corpo seria jogado, como os demais, sem haver sepultamento.

A questão do cristão na política, lembra o pastor, é uma questão de caráter e de capacidade, para não ser apenas mais um lá dentro.

Segundo o Pr. Adilson Henrique, que falou na sequência, o evangélico tem todo direito de entrar na política. Ele lembra que: “O governante sem discernimento aumenta as opressões, mas os que odeiam o ganho desonesto prolongarão o seu governo”. (Provérbios 28:16)

O pastor lembra que nós estamos o tempo todo orando para mudar a situação, mas na hora da eleição não pensamos em quem colocar. Ele diz que toda classe tem gente boa e gente ruim e que o evangélico também tem direito de estar na política e de fazer uma política justa, honesta e de combate à corrupção:

“Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme”. (Provérbios 29:2).

Voltando a falar, o Pr. Paulo Marques Cozendey pontua que, se quem ocupa a posição de representante do povo não é temente a Deus, a quem ele vai consultar para tomar as decisões?

O pastor finaliza sua fala aconselhando o eleitor a ver o histórico do candidato, se ele é preparado para o cargo, e que o eleitor não venda seu voto, não seja egoísta e pense na comunidade. Para haver corrupção, diz o pastor, é preciso que haja corruptor e corrompido.