Hospital Federal de Bonsucesso dará férias coletivas aos funcionários

O diretor do corpo clínico do Hospital Federal de Bonsucesso, Júlio Noronha, disse hoje (28) que os funcionários da unidade deverão entrar de férias coletivas a partir do próximo domingo (1º) para que o hospital permaneça fechado. O fechamento ocorre por tempo indeterminado até que uma análise seja feita pelo Ministério da Saúde.

No entanto, a medida não se estende para 22 médicos da nefrologia e do transplante, que serão encaminhados para o Hospital da Lagoa para dar continuidade ao tratamento dos pacientes.

Segundo Júlio Noronha, pacientes que fizeram transplantes recentes e que estão na fila para operações serão encaminhados para os hospitais da Lagoa, na Zona Sul, e dos Servidores, no Centro do Rio. O diretor informa que 12 pacientes já foram transferidos para o Hospital da Lagoa ainda ontem, e os oito pacientes que ainda faltavam ser transferidos foram deslocados para outras unidades até o começo desta tarde. Também serão atendidos os cerca de 2.000 pacientes que já realizaram transplantes nos últimos 20 anos, que carecem de acompanhamento continuado.

Perícia

Júlio Noronha contou que o diretor do HFB se reuniu com a Polícia Federal após os agentes não conseguirem realizar uma perícia no local.

"A Polícia Federal não conseguiu fazer a perícia, porque o Corpo de Bombeiros não liberou a entrada. Segundo os militares, ainda está quente o local. Existe uma fumaça preta que impede a perícia. Os bombeiros disseram que amanhã poderá ser liberada a entrada dos investigadores. Após isso, houve uma reunião com a direção e ficou estabelecido que haverá uma colaboração".

Vítimas

O terceiro paciente que morreu após o incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, estava internado em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI) por complicações da Covid-19. Marcos Paulo Luiz, de 39 anos, já havia testado negativo para a doença, mas ainda sofria com as sequelas.

Outras duas mulheres também morreram nessa terça-feira (27) na unidade. Núbia Rodrigues, de 42 anos, e uma outra mulher, de 83 anos, tinham Covid-19. A idosa estava no CTI coronariano em estado grave, com infecção no pulmão.