Cardeal crítica declaração do Papa Francisco sobre união civil entre gays O cardeal Raymond Burke, expoente do clero ultraconservador nos Estados Unidos, disse esta semana em seu site que recebeu com "tristeza e preocupação" as palavras do Papa Francisco sobre casais gays.

“Não correspondem ao ensinamento da Igreja, como está dito na Sagrada Escritura e na Sagrada Tradição", afirmou Burke, que já chegou a insinuar que Francisco é "herege" por causa de sua postura mais aberta em relação a homossexuais e divorciados.

Para o cardeal americano, são "preocupantes o tumulto, a confusão e o erro causados entre os fiéis" pelas palavras do Papa, "assim como o escândalo que provocam, dando a falsa impressão de que a Igreja Católica tenha tido uma mudança de rota".

As declarações do líder católico em defesa da união civil entre homossexuais foram veiculadas em um documentário em cartaz no Festival do Cinema de Roma.

No documentário "Francesco", do diretor Evgeny Afineevsky, Jorge Bergoglio (nome de batismo do papa Francisco) não propõe nenhuma mudança na doutrina católica e defende que o casamento se dá apenas entre homem e mulher. No entanto, Francisco afirma que os homossexuais "têm o direito de ser parte de uma família".

"Eles são filhos de Deus e têm o direito a uma família. O que é preciso fazer é criar a lei de união civil. Assim, eles serão protegidos legalmente. Eu apoio isso", diz o líder católico.