Cristofobia: Evangélicos se revoltam contra ataques a igrejas no Chile, enquanto Papa se cala

A Cristofobia combatida pelo presidente Jair Bolsonaro em recente reunião da ONU é um dos assuntos mais comentados esta semana no Brasil, depois que, no domingo (20), manifestantes queimaram igrejas no Chile. Veja aqui. O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) foi um dos que lamentaram o ato de intolerância ao Cristianismo.



“Ainda estou chocado com tamanho absurdo! E ainda há os que dizem que Cristofobia não existe. Esses vândalos são os mesmos que pedem tolerância, igualdade e respeito. Que cena triste e lamentável! Que Deus nos proteja desse mal e que console os cristãos chilenos e tantos outros que estão sendo perseguidos mundo a fora”, disse o parlamentar em suas redes sociais.



Sóstenes ainda questionou a omissão da grande imprensa e do Papa Francisco que não destacaram o ato violento e desrespeitoso.



“Que o Brasil possa seguir no caminho do respeito pelo diferente, que tem a família como um dos seus pilares e a vida como direito inalienável. Onde está a grande imprensa denunciando a cristofobia? E ainda pior, onde está o Papa e a CNBB?”, desabafou.



Consequências



A polícia prendeu 580 pessoas durante os protestos de domingo (18) no Chile. Os eventos foram convocados para “comemorar” um ano do início das manifestações sociais no país. Segundo o governo, 30 mil pessoas compareceram ao evento, que aconteceu na mesma praça de Santiago onde houve manifestações em 2019.



Pessoas encapuzadas atacaram duas igrejas, que foram destruídas pelo fogo. Também ocorreram incidentes em outros bairros de Santiago e em outras cidades do país, que resultaram em um total de 580 detidos, 287 deles na região metropolitana.



A manifestação aconteceu uma semana antes do plebiscito que perguntará aos chilenos se eles querem mudar ou não a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).