Mais muçulmanos decidem seguir a Cristo

Nunca foi tão alto o número de pessoas que abandonam o Islã para se tornarem cristãs, segundo David Garrison, diretor executivo da Global Gates e Historiador formado pela Universidade de Chicago, O interesse de Garrison pela “mudança” de fé começou quando, junto com sua esposa, passou cerca de 30 anos como missionário evangélico no mundo muçulmano, vivendo entre estes grupos no Oriente Médio e no sul da Ásia. “Deus nos deu um amor pelos muçulmanos e os achamos pessoas extremamente hospitaleiras e que amam a paz, mas, que ao mesmo tempo, se opõem firmemente ao Evangelho cristão”, relata. Ele diz que uma das principais razões para isso foi encontrada nas raízes do Islã. “Enquanto muitas religiões rejeitaram a doutrina de Jesus como Messias ou o conceito da Trindade, o Islã foi a única religião mundial importante nascida com o cristianismo já em plena floração que se definiu conscientemente em oposição direta às doutrinas cristãs centrais da encarnação, expiando a crucificação, e ressurreição”, relata. Garrison diz que “isso, em parte, explicava porque os muçulmanos pareciam tão resistentes ao que os cristãos viam como as boas-novas da mensagem do Evangelho; estava no DNA de sua religião”. Razões das conversões Garrison mostra que nenhum fator solitário poderia explicar as conversões sem precedentes de hoje. Mas uma mistura de fatores passou a produzir um clima maduro para conversões generalizadas e em larga escala. Ele aponta que alguns desses fatores estavam ligados ao aumento do foco dos cristãos evangélicos no mundo muçulmano. 1) Aumento da oração pelos muçulmanos (sim, sei que isso pode parecer sem empolgação, e ainda assim não pude negar a estranha coincidência entre os 25 anos de história de um movimento mundial de oração pelos muçulmanos chamado “30 Dias de Oração pelo Mundo Muçulmano” e o surgimento de 84% de todos os movimentos muçulmanos em Cristo registrados em 14 séculos; até mesmo os céticos não puderam ignorar isso). 2) Evangelismo intencional dirigido aos muçulmanos depois de séculos de cristãos lutando contra os muçulmanos ou evitando-os. 3) Aumento exponencial das traduções da Bíblia em línguas coloquiais faladas pelos muçulmanos. Onda de conversões “A primeira metade do século 20 encontra o avanço do Evangelho entre os muçulmanos distraídos por duas guerras mundiais, uma Grande Depressão e a ascensão do comunismo sem Deus em grande parte da Ásia”, conta Garrison. Ele destaca que na Indonésia, um movimento rompe com cerca de dois milhões de muçulmanos batizados entre 1967-1971. “O século 20 concluiria com mais 10 movimentos em lugares tão diversos quanto Albânia, Argélia, Azerbaijão, Bangladesh e Irã”, aponta. Esta onda de movimentos preparou o terreno para o século 21. “No final da minha pesquisa, em 2013, surgiram movimentos nascentes em todo o mundo muçulmano, com 69 movimentos completos florescendo. Relatos de outros pesquisadores da missão indicam que esse aumento nos movimentos continuou a crescer até o presente”, diz. Garrison é autor do livro “A Wind in the House of Islam”, lançado em 2014, que tentou responder a essa pergunta. Com base em centenas de entrevistas, o livro revelou o que poderia ser chamado de “plenitude de tempo” para os movimentos muçulmanos para Cristo.