Igreja já distribuiu mais de um milhão de cestas básicas durante a pandemia

O Brasil vive o maior processo de transição religiosa do mundo, com sua população migrando de forma acelerada do catolicismo para o cristianismo evangélico. Se em 1970 os evangélicos representavam 5% dos brasileiros, hoje são cerca de um terço e, nesse ritmo, em 2032 serão a maioria.



Essa transformação tem impacto nas instituições e na vida das pessoas, especialmente dos mais pobres, mas é ainda pouco compreendida pela elite do país, afirma o antropólogo Juliano Spyer, autor do livro “Povo de Deus: Quem são os evangélicos e por que eles importam”.



Ao fazer amizade com famílias evangélicas durante pesquisa de campo, Spyer passou a frequentar cultos e percebeu o impacto prático que as relações construídas na igreja tinham na vida de pessoas vulneráveis e sem acesso a direitos e serviços públicos.



"Essas igrejas produzem um serviço que o Estado não dá conta ou para os quais a sociedade brasileira não se mobiliza. (…) Há uma rede de ajuda mútua: quando o marido fica desempregado e se arruma emprego, o filho se envolve com drogas e encontra um lugar para ser tratado, o marido que batia na mulher encontra caminhos para negociar uma harmonia em casa. É um estado de bem-estar social informal", diz.



Durante a pandemia, os impactos sociais das igrejas e demais organizações evangélicas na sociedade ficaram ainda mais evidentes.



Na Igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, somente nesse período de pandemia, os programas sociais arrecadaram e distribuíram 1 milhão de cestas básicas às famílias necessitadas.



De acordo com a reportagem exibida no programa Balanço Geral, da Record TV, cerca de 10 milhões de brasileiros já foram beneficiados com quase 35 mil toneladas de alimentos distribuídos. A distribuição é feita pelos 254 mil voluntários que atuam em todo o país.



É o caso de Maria Bernadete, uma senhora que luta contra um câncer de mama e que perdeu o emprego durante a quarentena. Segundo ela, se não fosse a ajuda que recebe dos voluntários, não teria como sobreviver.



A Rádio Melodia, a emissora mais ouvida no Rio de Janeiro, também se sensibilizou com o drama de pessoas que perderam suas fontes de renda durante a pandemia e lançou o projeto Melodia Solidária, que tem levado o amor de Deus e alimentos a pessoas que vivem nas ruas do Rio. O projeto ganhou até uma divisa:



“Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (1João 3.17)



Esta semana, a equipe do Melodia Solidária voltou a percorrer as ruas do Rio levando ajuda aos mais necessitados.



 



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