Mulheres vítimas de violência recebem acolhimento em núcleos especializados do Rio de Janeiro O Rio de Janeiro oferece atendimento à mulheres vítimas de violência, por meio dos núcleos especializados da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Os serviços são oferecidos no Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM), que tem duas unidades, uma no Centro do Rio e outra em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e no Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), inaugurado este ano em Itaguaí e Queimados, também na Baixada Fluminense. Nesses locais, as mulheres encontram acolhimento e são encaminhadas para atendimentos específicos, como assistência psicológica e jurídica. Os serviços são realizados por uma equipe técnica composta por assistentes sociais, psicólogas e advogadas. As mulheres podem buscar os centros de forma espontânea ou por encaminhamento de Delegacias de Atendimento à Mulher (Deams), Ongs, Defensoria Pública ou outra organização que entenda a necessidade da mulher ter esse tipo de acolhimento.

- É muito importante que essas mulheres recuperem a autoestima e a saúde mental e emocional. Trabalhamos para que elas possam idealizar um futuro ao lado de seus filhos, familiares e amigos e que, acima de tudo, possam resgatar o amor próprio. É primordial mostrar que elas não estão sozinhas - disse a secretária de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Cristiane Lamarão.

A secretária enfatizou que os centros especializados oferecem auxílio completo.

- Após o primeiro atendimento, a mulher recebe um encaminhamento e assim pode voltar várias vezes, porque infelizmente vive um ciclo de violência. Mesmo que a mulher busque uma rede psicossocial, grupos de apoio ou faça outros tratamentos, a equipe do centro faz um acompanhamento contínuo - afirmou a secretária.

Os centros de acolhimento funcionam como uma porta de entrada para incentivar mulheres que sofrem violência a romperem o ciclo e construir ou resgatar a cidadania. Nesses espaços, elas recebem orientações, informações e encaminhamento a abrigos, se necessário. Durante a pandemia da Covid-1 houve um pequeno aumento no número de atendimentos, mas de acordo com Lamarão, não foi um crescimento significativo em comparação ao mesmo período do ano passado.

- O grande problema da pandemia é que os números não representam a realidade, porque houve muita subnotificação de casos violência devido à mulher estar dentro de casa com o seu agressor - ressaltou.

Por causa do isolamento social, os atendimentos estavam acontecendo por e-mail e telefone, porém já houve o retorno da assistência presencial. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos adotou todas as medidas necessárias para garantir o distanciamento social e evitar o contágio do novo coronavírus, como a realização de testes de Covid-19 nos funcionários, disponibilização de álcool em gel nas unidades e máscaras para quem for atendido.

Patrulha Maria da Penha - Guardiões da Vida
Outra iniciativa para acolher mulheres vítimas de violência é o programa Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar (PM). Os agentes atuam diretamente fiscalizando medidas protetivas, acompanhando as mulheres e os familiares que sofrem ameaça. A ação é realizada em parceria com a Tribunal de Justiça do Rio que encaminha as medidas deferidas aos batalhões da PM. As patrulhas são encarregadas de visitar, orientar e acompanhar as vítimas, inclusive para registrar queixas.

De 5 de agosto do ano passado, quando o programa foi lançado, até 30 de setembro deste ano, a Patrulha Maria da Penha efetuou mais de 34.060 atendimentos a mulheres, entre fiscalização de medidas protetivas ou casos de violência. Hoje, 9.029 mulheres estão inseridas no programa. Neste primeiro ano, 221 agressores foram presos, a maioria pelo crime de descumprimento de medida protetiva.

- Este programa é um dos grandes investimentos do Governo do Estado no enfrentamento à violência contra mulher. A proximidade, além do atendimento técnico e acolhedor por parte das equipes de policiais militares, tem feito a diferença nas vidas de mais 9 mil mulheres e suas famílias em todo estado. Temos muito orgulho desse importante programa de prevenção – ressaltou a tenente-coronel Claudia Moraes, subchefe do Escritório de Programas de Prevenção da PM.

Centros de Atendimento à Mulher

Rio de Janeiro
Ciam Márcia Lyra
Rua Regente Feijó, 15.
Tel.: (21) 2332-7199 / 2332-7200 / 99401-4950
ciammarcialyra@gmail.com
Das 10h às 17h, de segunda a sexta-feira, exceto feriados.


Nova Iguaçu
Ciam Baixada
Av. Duque Estrada, 147 - Alto da Posse.
Tel.: (21) 3773-3287 / 2698-6008 / 99394-3787
ciambaixada@yahoo.com.br
Das 10h às 17h, de segunda a sexta-feira, exceto feriados.

Queimados
Ceam Queimados
Rua Ministro Odilon Braga, 26 – Centro.
Tel.: (21) 99422-3889
ceamqueimados.rj@gmail.com
Das 10h às 17h, de segunda a sexta-feira, exceto feriados.

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