Brasil assinará declaração antiaborto com EUA Há poucos dias das eleições norte-americanas, o governo brasileiro dá sinais de que irá co-patrocinar uma declaração sobre defesa “da família e da vida” junto ao governo dos EUA. Um dos pilares do texto refere-se a práticas antiaborto. O evento está marcado para ocorrer no dia 22 de outubro.

Outras nações apoiadoras do governo americano, como a Hungria, Indonésia e o Egito também apoiam a declaração.

Nos últimos meses, já vinham sendo registradas parcerias entre cristãos e islâmicos ultraconservadores. Em grande parte, as alianças foram feitas para assuntos relacionados à situação das mulheres na Organização das Nações Unidas (ONU).

A declaração co-patrocinada pelo Brasil foi chamado de Consenso de Genebra e deve trabalhar em quatro pilares de ação conjunta entre os países participantes. Assim, o Consenso de Genebra promete: melhor saúde para a mulher, fortalecer a família como unidade fundacional da sociedade, proteger a soberania de todos os países na política global e preservar a vida humana.

Proposta antiaborto
Em um dos pilares do texto, referente à preservação da vida humana, a declaração aborda um trecho que diz que “em nenhum caso o aborto deve ser promovido como método de planejamento familiar “. Também que “quaisquer medidas ou mudanças relacionadas ao aborto dentro do sistema de saúde só podem ser determinadas em nível nacional ou local de acordo com o processo legislativo nacional”.

Além disso, o texto diz que os governos irão se comprometer a “esforços coordenados em fóruns multilaterais” para proteger o direito á vida. Portanto, os países dizem que irão agir em órgãos como a ONU e a OMS para estabelecer as determinações como princípio.