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Babilônia ganha título de Patrimônio Mundial O sítio arqueológico da Babilônia, a 85 km de Bagdá, no Iraque, foi considerada pela Unesco Patrimônio Mundial. A decisão foi tomada na 43ª reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, que acontece até a próxima terça-feira em Baku (Azerbaijão).

Apesar dos graves danos sofridos, especialmente no fim do século XX, o comitê enfatizou que os esforços do Iraque justificavam dar ao país tempo para superar as dificuldades. Antes o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios recomendava declarar a cidade como Patrimônio Mundial em Perigo.

No entanto, a maioria arrasadora das delegações, entre elas uma do Brasil, optou por dar um voto de confiança ao Iraque e apoiá-lo nos esforços para avançar na restauração e na pesquisa.

A Babilônia possui resquícios arqueológicos dentro e fora da muralha externa da antiga cidade que se destacam por ser um testemunho único de um dos impérios mais influentes do antigo mundo e um dos maiores e mais velhos assentamentos da Mesopotâmia e do Oriente Médio.

Entre os principais monumentos estão o Palácio do Norte, os templos de Esagila, de Nabu, de Ishtar e de Marduk; e as ruínas de Etemenanki.

A Babilônia foi o centro do Império Neobabilônico entre 626 e 539 a.C. Atualmente, 85% dessa história permanece sem ser escavada, mas o que já foi descoberto permitiu obter grandes informações sobre essa época.

O local sofreu sérios danos durante o regime de Saddam Hussein, que promoveu a chamada Missão Renascimento da Babilônia, e posteriormente durante a intervenção militar internacional, que começou em 2003.