Dia Mundial do Coração: aprenda a evitar fatores de risco Esta terça-feira (29) é o Dia Mundial do Coração. A data foi criada pela Federação Mundial do Coração (World Heart Federation) como forma de conscientizar a população sobre a importância de manter um estilo de vida saudável para evitar doenças cardíacas.

O médico Evandro Tinoco, presidente do Departamento de Insuficiência Cardíaca e coordenador da Universidade do Coração da Sociedade Brasileira de Cardiologia, lembra que "no Brasil são 290 mil mortes por ano por doença cardíaca, que também é a principal causa de mortes no mundo. Essas causas de mortes são passíveis de prevenção, principalmente, com o controle da hipertensão, do diabetes, da obesidade, do sedentarismo e do fumo".

Para combater as principais doenças que afetam o coração, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de atividades físicas aliada a uma alimentação balanceada, com baixa concentração de sódio e açúcar, além de acompanhamento médico e nutricional. Alguns fatores de risco são determinantes para a ocorrência das doenças, tais como diabetes, hipertensão, tabagismo, estresse, obesidade, doença da tireoide, colesterol alto e histórico familiar.

Segundo o Ministério da Saúde, desde 2013, os episódios de infarto entre adultos com até 30 anos subiram 13%. O estresse repentino, que é tido como a causa de cerca de 15% dos casos de infarto, por provocar o fechamento de uma artéria coronária, também não “escolhe” idade.

Outro número que mostra que a ameaça de infartar começa muito mais cedo do que se imagina é o de pacientes com pressão alta. No país, são 36 milhões de adultos brasileiros com diagnóstico de hipertensão arterial, de acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). O quadro é um alerta para o desenvolvimento de problemas cardíacos.

O Ministério da Saúde disponibiliza a Dieta Cardioprotetora Brasileira, desenvolvida em conjunto com o Hospital do Coração, que pode orientar em relação ao consumo adequado dos alimentos. A cartilha é organizada conforme as cores da bandeira nacional, separando os alimentos nas categorias verde (consumir em maior quantidade), amarela (consumir com moderação) e azul (consumir em menor quantidade), além da categoria vermelha (evitar o consumo).