Bíblia segue como livro mais lido no Brasil A Bíblia ainda é o livro mais lido no Brasil, segundo pesquisa “Retratos da Leitura” divulgada nesta sexta-feira (10). No entanto, o estudo revela que os brasileiros estão lendo menos. Em 2019, 56% da população tinha o hábito de ler. Quatro anos antes, a leitura era praticada por 62% dos brasileiros.

No ano passado, 108,7 milhões de brasileiros — ou seja, 56% da população — disseram ter lido pelo menos um livro, inteiro ou em partes. O número é menor do que o registrado em 2015, quando 115,9 milhões de pe0ssoas (62% do país) leram pelo menos uma obra.

Quanto aos gêneros, os brasileiros continuam lendo mais a Bíblia (35%), seguida por contos (22%), livros religiosos (22%), romances (22%) e livros didáticos (16%). Nos últimos anos, houve um aumento na leitura de poesia, que, ao lado dos contos, se tornou o gênero mais lido por crianças de 11 a 13 anos — a faixa etária que mais lê no país (81%), seguida pelas de cinco a dez. Os gêneros literários encontram maior penetração entre os jovens de até 29 anos. Já a população acima de 30 dá preferência aos livros sobre a fé.

A pesquisa também mostrou que as crianças de cinco a dez anos estão lendo mais, na contramão de todas as outras faixas etárias. Jovens de 14 a 24 anos, pessoas com ensino superior e classes A e B registraram as maiores quedas.

De acordo com o estudo, as crianças de cinco a dez anos formam a única faixa etária cujo número de leitores cresceu em 2019: o índice saltou de 67% para 71%, o que representa cerca de 300 mil novos leitores mirins. A maior queda foi registrada na faixa de 14 a 24 anos: em 2019, havia 3,3 milhões de jovens e adolescentes leitores a menos do que quatro anos antes.

Na análise geográfica, a região Sudeste apresentou a maior baixa de leitores. O Sudeste em 2015 tinha a maior população leitora (61%), apresentou a maior queda entre as regiões no ano passado: dez pontos percentuais. Foi ultrapassado pela região Norte, que alcançou o primeiro lugar, com 63% de leitores. O Sul também cresceu, de 50% para 58%. Já os leitores do Centro-Oeste e do Nordeste caíram para menos da metade da população das duas regiões: eram, respectivamente, 46% e 48% em 2019.